No espaço reservado aos derivados da mandioca, produtores da agricultura familiar de Cruzeiro do Sul apresentam a diversidade de subprodutos que fazem parte da tradição e da cultura alimentar da região. Entre eles está Francisco Liberman de Souza Rocha, mais conhecido como Liberman, representante da comunidade Vila Pentecoste, que participa ao lado da Associação Santa Bárbara.
Orgulhoso do trabalho coletivo, Liberman lista uma variedade de opções disponíveis nos estandes: tapioca na folha, beiju na folha, beléu, tapioca com manteiga, tapioca com leite de coco, bolo de macaxeira cozida, beiju de massa, beiju de goma, farinhas branca, amarela e com coco, além da farinha de tapioca e biscoito de goma.
Entre as curiosidades, ele destaca o “mijirico”, subproduto da tapioca que, segundo ele, é crocante, levemente queimado e muito apreciado para acompanhar vinho ou café. “É sequinho, crocante e gostoso, porque leva coco e fica com um sabor tostado. O povo acha muito engraçado o nome, mas gosta bastante”, comenta.
Apesar das longas jornadas de trabalho, que começam ainda de madrugada, Liberman ressalta a importância de estar presente no festival para valorizar a produção local e oferecer ao público a oportunidade de experimentar sabores autênticos da macaxeira. “Quando a gente vem e traz uma produção dessa, é para compartilhar com a população. Quem não conhece, deve vir provar. É muito saboroso”, convida o produtor.
A presença dos agricultores familiares nos estandes reforça o papel do Festival da Farinha como vitrine para a cultura regional e como espaço de fortalecimento da economia das comunidades rurais do Vale do Juruá.
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