O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou a PolĂcia Federal (PF) investigar as possĂveis irregularidades de emendas parlamentares que somam R$ 694 milhões em repasses do orçamento da UniĂŁo.

A medida tem como alvo 964 emendas individuais de transferĂŞncia especial, que ficaram conhecidas como “emendas Pix”, aprovadas entre 2020 e 2024 e que nĂŁo tiveram plano de trabalho cadastrado no sistema oficial do governo.Â
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Dino deu 10 dias Ăşteis para que o Tribunal de Contas da UniĂŁo (TCU) envie Ă s superintendĂŞncias da PF em cada estado a lista de emendas sem plano de trabalho a serem alvo de inquĂ©rito policial.Â
O cadastro de plano de trabalho para as emendas Pix foi determinado pelo Supremo a partir de 2022, quando a Corte determinou a implementação de regras de transparĂŞncia e rastreabilidade na liberação dos recursos pĂşblicos.Â
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Outras medidas
Na mesma decisĂŁo, Dino determinou ainda que o MinistĂ©rio da SaĂşde seja alertado a nĂŁo executar emendas de relator ao Orçamento, identificadas pela sigla RP9, que nĂŁo atendam a critĂ©rios objetivos como a correção de erros ou omissões. Fora desses critĂ©rios, as emendas nĂŁo deverĂŁo ser executadas, ordenou o ministro.Â
Em abril, Dino havia determinado o bloqueio nos repasses de 1,2 mil emendas para a área de SaĂşde, devido a irregularidades na abertura de conta especĂfica para o recebimento dos recursos.
Outra determinação do ministro foi para que a Controladoria-Geral da UniĂŁo (CGU) realize, no prazo de 10 dias Ăşteis, uma auditoria completa dos repasses feitos Ă Associação Moriá entre os anos de 2022 e 2024, com prioridade para convĂŞnios firmados com o MinistĂ©rio da SaĂşde. A entidade Ă© suspeita de irregularidades na execução dos recursos pĂşblicos.Â
Dino reforçou que bancos pĂşblicos como Caixa EconĂ´mica Federal e Banco do Brasil somente podem transferir recursos de emendas parlamentares por meio da abertura de conta especĂfica para cada emenda, ficando proibidas a utilização de “contas de passagem”.Â
O ministro determinou que, a partir de 2026, qualquer repasse de emendas seja realizado somente por meio de Ordens de Pagamento de Parceria (OPP), sistema criado para aumentar a rastreabilidade dos recursos.Â
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