“Estou de saco cheio da polarização”, diz governador sobre cenário político brasileiro

Governador de Mato Grosso rebateu críticas de Carlos Bolsonaro e criticou radicalização no debate político

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), reagiu nesta quinta-feira (21/8) às declarações do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), que chamou governadores de direita de “ratos” e “oportunistas”.

Em coletiva realizada em Cuiabá, Mendes ironizou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Falou pela boca o que devia sair por outro lugar”, disparou o governador, visivelmente irritado com a generalização feita por Carlos.

Mendes afirmou ainda estar cansado da radicalização no debate político.
“Estou de saco cheio da polarização política”, completou.

O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes – Reprodução

O ataque de Carlos Bolsonaro

No último domingo (17/8), Carlos utilizou a rede social X (antigo Twitter) para criticar governadores como Romeu Zema (Novo-MG) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Ele os acusou de tentar herdar o capital político do pai sem demonstrar solidariedade diante de sua prisão domiciliar.

“A verdade é dura: todos vocês se comportam como ratos, sacrificam o povo pelo poder e não são em nada diferentes dos petistas que dizem combater”, escreveu Carlos.

As críticas ocorreram um dia após Zema lançar sua pré-candidatura à Presidência em 2026, gesto que intensificou as tensões dentro da direita.

Disputa pela sucessão bolsonarista

Além de Zema e Tarcísio, outros nomes como Ronaldo Caiado (União-GO) e Ratinho Jr. (PSD-PR) também são cotados como possíveis candidatos à sucessão de Jair Bolsonaro, que segue inelegível.

Enquanto Zema afirmou que “ajustes sempre são possíveis” caso Bolsonaro pedisse sua desistência, Tarcísio é visto como o favorito natural para herdar o apoio do bolsonarismo.

Reação dos governadores

A declaração de Mendes reforça que as críticas de Carlos Bolsonaro não ficaram sem resposta. Governadores apontados como alvos dos ataques têm buscado se equilibrar entre manter vínculos com o bolsonarismo e, ao mesmo tempo, construir projetos políticos próprios para a disputa presidencial de 2026.


Fonte: Metrópoles | Redigido por ContilNet Notícias

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