Família se revolta com soltura de homem acusado de matar diarista no Acre; MPAC se pronuncia

A respeito do caso, o Ministério Público de Sena Madureira emitiu uma nota

A família de Rafael Oliveira dos Santos, 38 anos, continua revoltada com uma decisão da justiça de Sena Madureira que possibilitou a soltura do nacional Jarley Andrade, acusado de sua morte. Após cometer o crime, ele foi capturado pela PM e chegou a passar alguns dias no presídio, mas ganhou o direito de responder ao processo em liberdade.

Rafael é a vítima/Foto: Reprodução

Revelino Oliveira, irmão de Rafael, disse que a família ainda sofre muito com a perda de seu ente querido e busca respostas sobre o desenrolar dos fatos. “Meu irmão era um cara trabalhador, super do bem. Não tinha inimigo em nenhum canto e aconteceu isso com ele. O acusado foi pego em flagrante, mas ficou pouco tempo preso. A gente procura as autoridades para ter uma resposta, pois não pode ficar assim. A revolta é muito grande”, comentou.

O assassinato em questão ocorreu na madrugada do dia 26 de janeiro deste ano, nas proximidades do bar da Andressa, na região central de Sena Madureira. Rafael foi atingido com uma paulada na cabeça.

O acusado foi solto/Foto: Reprodução

A respeito do caso, o Ministério Público de Sena Madureira emitiu a seguinte nota:

“O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) informa que acompanha o caso de homicídio ocorrido no município de Sena Madureira, em que Rafael Oliveira dos Santos foi morto com uma paulada na cabeça durante uma confusão em um bar, na madrugada do dia 26 de janeiro deste ano.

O suspeito foi preso preventivamente logo após o crime e confessou a autoria. Com o avanço da instrução processual, ele foi pronunciado e deverá ser julgado pelo Tribunal do Júri.

Concluída a primeira fase do processo e, após requerimento da defesa, o Juízo competente revogou a prisão preventiva, por entender que não mais subsistiam os fundamentos que justificavam a medida naquele momento. O acusado seguirá respondendo ao processo em liberdade, devendo cumprir as determinações judiciais.

A defesa interpôs recurso contra a pronúncia do réu, requerendo que não seja julgado pelo Tribunal do Júri, ao que o Ministério Público já apresentou resposta contrária a essa pretensão, atualmente sob análise do Tribunal de Justiça do Estado do Acre.

O Ministério Público continuará atuando no caso, assegurando o devido processo legal e a responsabilização do autor, nos termos da legislação vigente”.

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