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Filme raro da Xuxa pode ser recuperado após 23 anos

Por Redação

Há 37 anos, mais de 2,8 milhões de pessoas foram aos cinemas assistir “Super Xuxa Contra o Baixo Astral”, um dos maiores sucessos da comédia infantil brasileira. Agora, o longa poderá ser restaurado em qualidade 4K, mas o projeto quase foi cancelado por conta do desaparecimento de um dos rolos originais, que foi perdido em 2002 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

O material fazia parte da Cinemateca do MAM, criada em 1955 com a missão de preservar e divulgar o cinema brasileiro. O filme estava prestes a ser digitalizado quando a equipe descobriu que a cópia original estava incompleta, sem as cenas iniciais. A restauração foi pausada, mas tudo mudou quando o cineasta e colecionador Diego Alexandre encontrou um rolo de exibição que pode salvar o projeto.

Segundo Diego, antes da era digital, era comum que cópias analógicas fossem descartadas. “As cópias ou eram incineradas ou usadas por fábricas de vassouras”, explicou.

Após testes preliminares, o colecionador conseguiu exibir o filme com ajuda de um projetor. A descoberta abriu caminho para retomar a restauração. O material agora será enviado para análise técnica pelas empresas Mapa Filmes e Link Digital, especialistas em preservação audiovisual.

Reprodução/Instagram

Detalhes da restauração e outros filmes da Xuxa

O escaneamento digital em 4K ainda depende de novas análises. Denise Miller, da Link Digital, confirmou que a empresa está em tratativas para iniciar os testes finais. A Mapa Filmes, que já restaurou outra obra da Xuxa, também está envolvida.

Além de cineasta, Diego Alexandre é fã declarado da Rainha dos Baixinhos. Ele coleciona produtos raros da apresentadora e se emociona com a oportunidade de contribuir com a restauração. “Foi o primeiro filme que vi na vida e eu tive a oportunidade de falar com a Xuxa”, contou.

Além de “Super Xuxa Contra o Baixo Astral”, outros filmes da Xuxa enfrentaram obstáculos para serem preservados. É o caso de “Lua de Cristal” e “Sonho de Verão”.


Fonte: Metrópoles

Redigido por ContilNet.

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