Golpe da mão fantasma rouba R$ 31 mil via Pix: saiba proteger seu celular

Idosos, em particular, são alvos frequentes devido à menor familiaridade com tecnologia

Um homem de 49 anos foi vítima de um golpe sofisticado conhecido como “mão fantasma” em Marquinho, no Paraná, perdendo R$ 31 mil em transferências via Pix após criminosos acessarem remotamente seu celular. O crime, ocorrido em agosto de 2025, começou com uma transferência de R$ 1 mil para um suposto comerciante, cujo WhatsApp havia sido clonado. Dias depois, golpistas se passaram por gerente de banco, induzindo a vítima a clicar em um link malicioso que travou seu aparelho e permitiu saques não autorizados. A Polícia Militar do Paraná (PM-PR) investiga, mas os suspeitos ainda não foram identificados. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alerta que o golpe explora a confiança das vítimas, usando técnicas de engenharia social para acessar dados sensíveis. Este caso reforça a necessidade de proteção digital em um cenário de crescente digitalização.

Golpe da mão fantasma rouba R$ 31 mil via Pix: saiba proteger seu celular/Foto: Reprodução

A vítima, inicialmente desconfiada, chegou a consultar seu banco, mas foi enganada por uma ligação posterior que simulava ser do gerente. Após seguir as instruções dos criminosos, o celular foi comprometido, e mensagens fraudulentas foram enviadas a seus contatos. A Febraban destaca que os bancos nunca solicitam instalação de aplicativos ou senhas por telefone, uma prática comum nesse tipo de fraude.

  • Sinais de alerta: Ligações ou mensagens pedindo instalação de apps ou fornecimento de senhas.
  • Recomendação: Desligar imediatamente e contatar o banco por canais oficiais.
  • Prevenção: Evitar salvar senhas em locais acessíveis, como blocos de notas ou WhatsApp.

O caso ilustra como golpistas utilizam aplicativos legítimos de acesso remoto, como AnyDesk e TeamViewer, para enganar usuários, aproveitando o aumento do uso dessas ferramentas desde a pandemia.

Como funciona o golpe da mão fantasma

O golpe da mão fantasma, também chamado de golpe do acesso remoto, é uma tática que combina manipulação psicológica e tecnologia. Criminosos entram em contato com as vítimas, geralmente por telefone ou mensagens, alegando problemas como contas invadidas ou transações suspeitas. Para “resolver” o suposto problema, solicitam que a vítima instale um aplicativo de acesso remoto, muitas vezes um software legítimo amplamente utilizado por empresas.

Uma vez autorizado, o aplicativo permite que o golpista controle o celular ou computador da vítima, acessando senhas, aplicativos bancários e contatos. Em muitos casos, como no incidente em Marquinho, os criminosos pesquisam o dispositivo em busca de senhas salvas em locais vulneráveis, como mensagens ou e-mails. A Febraban esclarece que os aplicativos bancários são seguros, mas a vulnerabilidade surge quando o usuário concede acesso ao dispositivo.

  • Técnica de engenharia social: Golpistas criam senso de urgência para induzir ações impulsivas.
  • Uso de apps legítimos: Ferramentas como AnyDesk são exploradas para dar credibilidade ao golpe.
  • Exploração de senhas: Dados salvos em locais inseguros facilitam o acesso dos criminosos.

O golpe tem evoluído, aproveitando a familiaridade dos usuários com ferramentas de suporte remoto popularizadas durante a pandemia. A manipulação psicológica é a chave, explorando o medo de perder dinheiro ou ter a conta comprometida.

Dicas práticas para proteção contra fraudes digitais

A prevenção é a melhor defesa contra o golpe da mão fantasma. A Febraban e especialistas em segurança digital recomendam práticas simples, mas eficazes, para proteger dados pessoais e financeiros. Bancos investem cerca de R$ 5 bilhões anualmente em segurança de tecnologia da informação, mas a proteção depende também do comportamento do usuário.

  • Nunca instale apps por solicitação telefônica: Bancos não pedem instalação de ferramentas por ligação ou mensagem.
  • Use canais oficiais: Sempre contate o banco por números ou aplicativos verificados, como os disponíveis na Google Play Store ou Apple Store.
  • Evite senhas repetidas: Usar a mesma senha em diferentes plataformas aumenta o risco de exposição.
  • Ative autenticação em duas etapas: Essa camada extra de segurança dificulta acessos não autorizados.

Além disso, configurar alertas de movimentação bancária por SMS ou aplicativo permite monitorar transações em tempo real, possibilitando ações rápidas em caso de atividades suspeitas.

Casos recentes e impacto no Brasil

O golpe da mão fantasma não é um caso isolado. Desde 2022, a Febraban registra aumento nas denúncias, com pico durante a pandemia, quando ferramentas de acesso remoto se tornaram comuns. Em 2025, fraudes bancárias atingiram recordes, com homens e idosos sendo os grupos mais vulneráveis, segundo dados da entidade. No caso de Marquinho, a vítima perdeu R$ 31 mil, mas prejuízos podem ser ainda maiores em outros incidentes.

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Idosos, em particular, são alvos frequentes devido à menor familiaridade com tecnologia. Golpistas exploram essa vulnerabilidade, usando linguagem convincente e cenários de urgência. A Febraban recomenda que familiares orientem idosos sobre práticas seguras, como nunca compartilhar senhas ou clicar em links suspeitos.

  • Aumento de casos: Desde 2022, denúncias cresceram significativamente, com 2023 marcando um pico.
  • Grupos vulneráveis: Idosos e homens são os mais afetados, segundo levantamentos.
  • Prejuízos financeiros: Casos variam de milhares a dezenas de milhares de reais por vítima.

A colaboração entre bancos e a Polícia Federal, por meio da Operação Tentáculos, iniciada em 2015, já resultou em mais de 60 operações contra fraudes eletrônicas, mas a sofisticação dos golpes exige vigilância constante.

Ações após ser vítima de golpe

Quem cai no golpe da mão fantasma deve agir rapidamente para minimizar danos. Contatar o banco imediatamente é essencial para bloquear transações e proteger a conta. Alterar senhas de aplicativos bancários, e-mails e outros serviços também é uma medida crítica.

  • Contato imediato com o banco: Use canais oficiais para relatar o problema e bloquear acessos.
  • Registro de boletim de ocorrência: Documentar o caso auxilia em investigações e possíveis ações legais.
  • Troca de senhas: Atualize todas as credenciais, priorizando autenticação em duas etapas.
  • Monitoramento da conta: Verifique extratos regularmente para identificar transações suspeitas.

Se valores forem desviados, é possível buscar a Justiça para tentar recuperar os recursos. Provas, como capturas de tela de mensagens ou registros de chamadas, são essenciais para embasar o processo.

Medidas preventivas dos bancos

Os bancos brasileiros investem pesado em segurança cibernética, utilizando tecnologias como autenticação biométrica, tokenização e inteligência artificial para prevenir fraudes. Apesar disso, a Febraban reforça que a segurança depende da colaboração dos clientes. Campanhas educativas, como a disponível no site antifraudes da entidade, orientam sobre práticas seguras e alertam sobre novas táticas criminosas.

Os aplicativos bancários, segundo a Febraban, não apresentam registros de violações, mas o comportamento do usuário pode comprometer a segurança. Anotar senhas em locais acessíveis ou reutilizá-las em apps menos seguros é uma prática comum que facilita o trabalho dos golpistas.

  • Investimentos em segurança: Cerca de R$ 5 bilhões por ano em tecnologia antifraude.
  • Tecnologias avançadas: Biometria e IA ajudam a identificar atividades suspeitas.
  • Campanhas educativas: Iniciativas contínuas para conscientizar clientes sobre riscos.

A parceria com a Polícia Federal também tem sido crucial, com operações que desmantelam quadrilhas especializadas em fraudes digitais.

Vulnerabilidades exploradas pelos golpistas

Os criminosos se valem de falhas humanas, como a confiança em ligações aparentemente legítimas ou a pressa em resolver supostos problemas. O caso do Paraná exemplifica como golpistas usam informações pessoais para ganhar credibilidade, muitas vezes obtidas por meio de clonagem de WhatsApp ou vazamentos de dados em apps menos seguros.

Evitar redes Wi-Fi públicas para transações bancárias e nunca clicar em links recebidos por SMS ou WhatsApp são medidas simples que podem prevenir grandes prejuízos. A educação digital é essencial para enfrentar um cenário em que os golpes evoluem tão rápido quanto a tecnologia.

  • Clonagem de WhatsApp: Tática inicial para obter dados e iniciar o golpe.
  • Links maliciosos: Podem instalar softwares que comprometem o dispositivo.
  • Urgência psicológica: Golpistas criam cenários de pânico para induzir erros.
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