Um homem foi diagnosticado com peste bubônica no condado de El Dorado, na Califórnia, após ser picado por uma pulga enquanto acampava, informaram autoridades de saúde dos Estados Unidos em 21 de agosto de 2025.

Homem nos EUA testa positivo para peste negra após picada de pulga em acampamento. Foto: Reprodução
A infecção, causada pela bactéria Yersinia pestis, é rara, mas potencialmente fatal, e levou as autoridades a intensificarem alertas para prevenção em áreas rurais. O paciente, cuja identidade não foi revelada, está em recuperação domiciliar sob supervisão médica. Este é o primeiro caso registrado na região desde 2020, segundo comunicado oficial do condado.
A doença, historicamente associada a pandemias devastadoras, continua presente em roedores selvagens no oeste dos EUA, o que exige atenção redobrada de campistas e moradores. A situação reforça a importância de medidas preventivas contra pulgas e roedores.
O caso reacende preocupações sobre a circulação da bactéria em áreas naturais. O Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) registra, em média, sete casos anuais de peste humana no país. A transmissão ocorre principalmente por contato com animais infectados ou picadas de pulgas.
- Medidas de prevenção incluem o uso de repelentes de insetos.
- Limpeza de áreas com potencial para ninhos de roedores é recomendada.
- Animais de estimação devem receber tratamento contra pulgas regularmente.
- Evitar contato direto com roedores selvagens reduz riscos de infecção.
Origem e circulação da bactéria
A peste, causada pela Yersinia pestis, é uma doença zoonótica que circula entre roedores e pulgas em ambientes naturais, especialmente em áreas rurais do oeste dos Estados Unidos, como Califórnia, Novo México e Colorado.
O condado de El Dorado, onde o caso foi registrado, é uma região montanhosa com presença significativa de roedores selvagens, o que facilita a manutenção da bactéria no ecossistema. Dados do CDC indicam que a bactéria está presente em diversas partes da Califórnia, tornando essencial a vigilância constante.
A transmissão para humanos ocorre principalmente por picadas de pulgas infectadas, que carregam a bactéria após se alimentarem de animais doentes. Além disso, o contato direto com fluidos corporais de roedores ou outros animais infectados também pode propagar a doença. Embora rara, a peste tem potencial letal se não tratada precocemente.
O caso atual não apresenta indícios de surto, mas reforça a necessidade de monitoramento. Em 2020, outro caso na mesma região mobilizou autoridades, que intensificaram campanhas de conscientização. A recuperação do paciente atual, com uso de antibióticos, demonstra a eficácia do tratamento quando iniciado rapidamente.
Formas da doença e sintomas
A peste se manifesta em três formas principais, cada uma com características distintas:
- Bubônica: A mais comum, caracteriza-se por inchaço doloroso dos gânglios linfáticos, conhecidos como bubões.
- Pneumônica: Afeta os pulmões, sendo transmitida por gotículas respiratórias, o que a torna mais contagiosa.
- Septicêmica: Ocorre quando a bactéria se espalha pela corrente sanguínea, podendo causar choque séptico.
Os sintomas geralmente aparecem dentro de duas semanas após a exposição. Febre alta, calafrios, fraqueza extrema e dor localizada são sinais iniciais. Na forma pneumônica, dificuldades respiratórias e dor torácica são predominantes, enquanto a septicêmica pode evoluir para falência de órgãos se não tratada. O diagnóstico precoce é crucial, e o tratamento com antibióticos, como doxiciclina ou ciprofloxacino, tem alta taxa de sucesso.
O paciente de El Dorado apresentou a forma bubônica, a menos grave, e está respondendo bem ao tratamento. Casos pneumônicos ou septicêmicos são mais raros, mas exigem intervenção imediata devido ao risco de complicações.
