Após quase uma década desde Mafia 3, a clássica franquia retorna com Mafia: The Old Country, lançado em 7 de agosto para PS5, Xbox Series S/X e PC (Steam), ao preço de R$ 289,90. Desenvolvido pela Hangar 13, o game funciona como um prelúdio da série, ambientado na Sicília, na primeira metade do século XX, explorando a origem do crime organizado.

Mafia: The Old Country traz a origem do crime organizado na Sicília, se passando antes de todos os jogos da série — Foto: Reprodução/Xbox Wire
História prende do início ao fim
O jogo coloca o jogador na pele de Enzo Favara, inicialmente escravizado pela família rival Spadaro em minas de enxofre. Após ser “resgatado” pela família Torrisi, Enzo inicia sua ascensão na hierarquia criminosa, enfrentando dilemas morais típicos das histórias de máfia.
Com cerca de 12 horas de campanha linear, a trama entrega o que fãs do gênero esperam: personagens carismáticos, diálogos bem escritos e uma ambientação cinematográfica. Destaque para Luca, Isabella e o próprio Don Torrisi, que compõem um elenco marcante.
Ainda que previsível em alguns momentos e com escolhas de roteiro questionáveis, a narrativa sustenta a experiência e torna o título atraente até mesmo para novos jogadores que nunca jogaram outros Mafia.
Gameplay é o ponto fraco
Apesar da boa história, os sistemas de jogabilidade deixam a desejar. A ação furtiva — foco principal da experiência — é limitada e repetitiva: inimigos com inteligência artificial fraca, interações pouco responsivas e cenários que oferecem esconderijos convenientes demais.
Os tiroteios e duelos de faca também carecem de profundidade, repetindo fórmulas sem evoluir até o final da campanha. O resultado é uma jogabilidade que funciona apenas como pedágio para avançar a narrativa.
Ambientação e gráficos elevam o nível
Rodando na Unreal Engine 5, o game impressiona pela ambientação detalhada da Sicília. Os cenários, personagens e clima histórico recriado tornam a travessia entre missões um espetáculo visual.
No PS5, o Modo Qualidade entrega gráficos caprichados em 30 FPS, reforçando a proposta cinematográfica. Já o Modo Performance, em 60 FPS, apresenta visuais mais embaçados e não compensa a troca.
A direção artística e os visuais são pontos fortes, embora as animações ainda careçam de refinamento.
Vale a pena jogar?
Mafia: The Old Country não inova e tampouco oferece gameplay memorável. No entanto, para quem busca uma experiência focada em história, ambientação e personagens marcantes, o título cumpre bem o papel.
A narrativa compensa as falhas mecânicas, mas o preço cheio pode afastar jogadores. A recomendação é clara: vale a pena para fãs do gênero, mas talvez seja melhor esperar por uma promoção.
📌 Fonte: TechTudo / Steam / PlayStation
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