No Dia dos Pais, comemorado neste domingo (10), um dado preocupante chama a atenção: mais de 600 crianças nascidas nos oito primeiros meses de 2025, em todo o Acre, foram registradas sem o nome do pai.
As informações são do Portal da Transparência da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) e foram levantadas pelo ContilNet nesta semana.
De acordo com os dados, 634 crianças foram registradas sem o nome do genitor entre os dias 1º de janeiro e 7 de agosto de 2025 — um recorte de um total de 9.098 nascimentos no estado durante o mesmo período.
Rio Branco lidera o ranking de pais ausentes no Acre, com 221 crianças registradas apenas com o nome da mãe. Em segundo lugar está Cruzeiro do Sul, com 190 registros, seguido por Tarauacá, com 48.
Quando o pai é ausente ou se recusa a registrar a criança, a mãe pode realizar o registro sozinha. Nesses casos, ela tem o direito de indicar o nome do suposto pai ao cartório, que deve então iniciar o processo de reconhecimento judicial de paternidade.
Apesar dos números ainda altos, houve uma queda de 34% em relação a 2024, quando 970 crianças foram registradas sem o nome paterno no Acre.
A tendência de redução também se repete no cenário nacional. Em 2025, o Brasil registrou 64.776 crianças sem o nome do pai no documento civil, contra 100.233 em 2024 — uma variação de -54%.

