O Acre permanece entre os estados brasileiros com os piores índices de acesso regular à água potável, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apenas 48,5% dos lares acreanos recebem abastecimento diário da rede geral, percentual bem abaixo da média nacional, que chega a 88,4%.

Metade da população do Acre ainda enfrenta dificuldades para ter acesso à água potável. Foto: Reprodução
Enquanto unidades como Distrito Federal (98,2%) e Mato Grosso do Sul (98%) praticamente universalizaram o fornecimento, o Acre divide as últimas posições com estados como Pernambuco, que apresenta 44,3% de cobertura.
Para especialistas, os dados refletem desigualdades históricas no acesso ao saneamento básico, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
O levantamento também evidencia fragilidades no esgotamento sanitário.
No país, três em cada dez domicílios não têm ligação com a rede de esgoto, e no Norte a situação é ainda mais grave: 36,4% dos lares utilizam alternativas precárias, como fossas rudimentares, valas ou despejo direto em córregos.
No Acre, a realidade rural agrava ainda mais o cenário.
Enquanto em áreas urbanas o índice de ligação à rede de esgoto chega a 78,1%, na zona rural apenas 9,4% das casas contam com esse serviço. Além disso, pouco mais da metade do esgoto gerado no Brasil é de fato tratado, de acordo com o Instituto Trata Brasil, o que reforça o desafio de garantir qualidade de vida à população.
A pesquisa mostra que, apesar de avanços pontuais em alguns estados, a universalização do saneamento básico ainda é uma meta distante para o Acre e grande parte do Norte do país.
