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MPAC prorroga investigação sobre construções irregulares que afetam igarapés em Rio Branco

Por Geovany Calegário, ContilNet

O Ministério Público do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Meio Ambiente da Bacia Hidrográfica do Baixo Acre, decidiu estender por mais 12 meses o inquérito civil que investiga supostos danos ambientais provocados pela construção irregular de pontes e bueiros nos igarapés São Raimundo e Caipora, afluentes do Riozinho do Rola, em Rio Branco. A decisão foi formalizada no dia 13 de agosto, pelo promotor de Justiça Alekine Lopes dos Santos.

MPAC prorroga investigação sobre construções irregulares que afetam igarapés em Rio Branco

Caso iniciado em 2017 apura se construções comprometem o fluxo natural da água em Rio Branco/Foto: Reprodução

A apuração teve início em 2017, após a apresentação de registros fotográficos que evidenciavam obstruções nos cursos d’água. Desde então, diversos órgãos foram acionados, entre eles a Prefeitura de Rio Branco, o Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre) e o Núcleo de Apoio Técnico (NAT). As análises confirmaram a existência de barreiras, como toras de madeira e travessias improvisadas, que comprometiam o fluxo natural da água.

O caso chegou a ser arquivado em 2020, mas o Conselho Superior do MPAC reconsiderou a decisão, entendendo que havia elementos suficientes para indicar possível dano ambiental. A partir daí, novas diligências passaram a ser realizadas para esclarecer a real dimensão dos impactos.

Na determinação mais recente, o Ministério Público fixou prazo de até 45 dias para que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) faça vistoria nas pontes que cruzam os igarapés São Raimundo e Caipora. O objetivo é verificar se ainda existem obstruções prejudicando a vazão e, caso sejam encontradas irregularidades, apontar as medidas adotadas para solucionar o problema.

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