Entrou em vigor nesta quinta-feira (7) a resolução da Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Acre (Ageac) que torna obrigatória a instalação de boias em caixas d’água no estado. A medida tem como objetivo principal conter o desperdício de água, que Rio Branco, registra perdas estimadas entre 50% e 80% no sistema de abastecimento.
No entanto, a determinação recebeu críticas durante sessão da Câmara Municipal, especialmente por parte do vereador Eber Machado, oposição ao prefeito Tião Bocalom na Casa Legislativa. Ao se manifestar sobre o tema, o parlamentar direcionou críticas à Prefeitura de Rio Branco e se posicionou contra a imposição da nova regra.

O vereador criticou a adoção da obrigatoriedade no uso das boias/ Foto: Reprodução
“Se chegarem na minha casa me obrigando a colocar boia, eu não vou colocar, porque eu não faço nada obrigado. Estão aí dizendo que vão obrigar a população a colocar boia, o prefeito que se vire. Ele não assumiu o sistema de água do município? Quero ver se ele é homem agora. Pois é ano após ano, chega no inverno é problema de água, se é o verão é problema de água”, disparou o parlamentar.
Apesar das críticas, o Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) defende a medida como necessária diante do elevado índice de desperdício, considerado um dos mais altos do país. O diretor-presidente da autarquia, Enoque Pereira, afirmou que o uso da boia é uma das formas mais simples e eficazes de evitar transbordamentos e uso excessivo do recurso. “Em 2022, o desperdício era de 67%. Hoje, conseguimos reduzir para 50%, mas ainda é altíssimo. E boa parte disso é responsabilidade do próprio usuário”, destacou.
A fiscalização do cumprimento da nova norma já começou e, segundo o Saerb, será rígida. As penalidades vão desde advertência verbal e notificação escrita até a aplicação de multas e possível suspensão do fornecimento de água, em casos de reincidência, conforme prevê a Lei Municipal nº 1.575, de 2005.
