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Plano de Lula contra tarifas tem lacunas e medidas sem efeito imediato

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Plano de Lula contra tarifas tem lacunas e medidas sem efeito imediato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou na última quarta-feira (13/8) a Medida Provisória (MP) que estabelece uma série de ações para auxiliar indústrias que foram afetadas pelas tarifas impostas ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Apesar do anúncio, há vários pontos a serem esclarecidos pelo governo. Há dúvidas, ainda, sobre a aplicação de fato das medidas apontadas. Um dos principais pontos em dúvida tem relação com a criação de uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para os setores mais afetados pelas medidas trumpistas.

Ainda que as medidas tenham sido bem vistas pelo empresariado e bem recebidas pelo mercado, elas não indicam efeito imediato e têm lacunas.

A MP é chamada pelo governo de Plano Brasil Soberano e prevê impacto de R$ 9,5 bilhões nas contas públicas. Durante o anúncio, Lula disse que o Brasil está disposto a manter as negociações com os Estados Unidos, mas reforçou que a soberania do país não está em discussão.

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no lançamento do plano de R$ 30 bilhões contra tarifaço

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

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Lula: “Vamos continuar teimando em negociação. Não queremos conflito. Agora o que precisamos exigir é soberania nossa é intocável”

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

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Lançamento do plano Brasil Soberano

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministro da Fazenda Fernando Haddad

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Desde quando a tarifa de 50% foi anunciada por Trump, no começo de julho, existe a expectativa de um projeto de socorro do governo para empresas que foram afetadas pelas novas taxas. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Industria e Comércio (MIDC), Geraldo Alckmin, passou semanas se reunindo com os setores produtivos para criar um pacote que acolhesse bem a demanda da indústria exportadora.

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Após uma série de ajustes no texto, a medida foi apresentada pelo governo, no entanto, trouxe algumas dúvidas sobre a viabilidade e a vigência dos programas.

Conheça quais são as medidas apresentadas pelo governo

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Um dos principais pontos de dúvidas é a criação da linhas de crédito da ordem de R$ 30 bilhões. De acordo com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou que as definições do crédito, como taxas, prazos e subsídios serão definidas posteriormente em atos normativos da Fazenda e do MIDC. A proposta deve ser analisada, ainda, pelo Comitê Monetário Nacional (CMN), segundo informou Mello em coletiva de imprensa para detalhar medidas.

“Quem foi mais afetado deve ter um tratamento prioritário em relação a empresas que foram menos afetadas. Teremos a definição até a semana que vem dessas condições financeiras das linhas e os critérios de priorização”, afirmou ele.

O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, explicou que os recursos para fornecimento da linha de crédito serão provenientes do superávit do FGE, do BNDES e Banco do Brasil. Ele disse também que a concessão do crédito estará condicionada a manutenção de empregos, no entanto, também não existe um detalhamento para essa medida.

O número 2 da Fazenda disse, ainda, que a equipe econômica está em contato com o Congresso Nacional para retirar o impacto das medidas da meta fiscal de 2025, mesmo com um espaço de cerca de R$ 4 bilhões no orçamento, conforme informado no último relatório bimestral divulgado no final do mês de julho.

Uma análise da Warren afirma que será necessário acompanhar se o impacto primário de cerca de R$ 10 bilhões estará sujeito às limitações do arcabouço fiscal. “O ideal seria não excluir tais valores do cômputo da meta, mas sim utilizar a banda de tolerância de 0,25% do PIB para absorver tais choques. Cabe notar que, em nosso entendimento, não se pode excluir um gasto da meta fiscal por meio de Medida Provisória”, diz o texto.

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