O Acre contabilizou 18.339 consultas por síndrome gripal entre as semanas epidemiológicas 1 e 31 de 2025, de acordo com o Boletim Epidemiológico de Síndromes Respiratórias divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). O número, registrado nas três unidades sentinelas do estado, UPA do 2º Distrito, em Rio Branco, Hospital Raimundo Chaar, em Brasiléia, e UPA Jacques Pereira, em Cruzeiro do Sul —, é superior ao total do mesmo período de 2024, que foi de 16.746 consultas.
Segundo a Sesacre, a faixa etária de 20 a 29 anos concentrou o maior volume de atendimentos por casos sem gravidade. As análises laboratoriais das amostras coletadas nas unidades indicaram circulação predominante de Rinovírus, Influenza B, SARS-CoV-2, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Influenza A e Adenovírus. O boletim aponta que o aumento das notificações está relacionado ao fortalecimento do monitoramento e à ampliação da vigilância epidemiológica, que possibilitaram maior detecção dos vírus em circulação.
Além dos casos de síndrome gripal, o documento registrou 1.614 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no mesmo período. Apesar de representar queda em relação a 2023 e 2024, a SRAG continua afetando principalmente crianças de até 9 anos e idosos acima de 60, grupos que apresentam maior risco de complicações e internações. Entre os vírus mais identificados em pacientes hospitalizados com SRAG estão Rinovírus, VSR, SARS-CoV-2 e Influenza A e B.
O boletim também destaca que, a partir da semana epidemiológica 20, houve redução no número de notificações de SRAG, após um pico observado entre as semanas 15 e 19. As internações se concentraram em municípios como Rio Branco e Cruzeiro do Sul, com maior volume de registros no Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva, no Hospital Regional do Juruá e no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb).
A Sesacre reforça a importância da vacinação contra a influenza como medida de prevenção, especialmente para crianças menores de 9 anos, idosos e pessoas com imunossupressão. No entanto, a cobertura vacinal no estado está abaixo da meta de 98% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Porto Walter e Jordão aparecem com os melhores índices no Acre, atingindo 68,1% e 61,7%, respectivamente, enquanto outros municípios permanecem com taxas inferiores a 50%.
Além da vacinação, o órgão recomenda a continuidade de medidas preventivas, como higiene frequente das mãos, uso de máscaras em ambientes de risco e distanciamento social em situações de maior circulação viral. Essas ações, segundo a Secretaria, são essenciais para reduzir a transmissão e as complicações decorrentes das doenças respiratórias
