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STF já responsabilizou 1.190 pessoas pelo 8 de janeiro, com 638 condenações

Por SBT

O Supremo Tribunal Federal (STF)informou nesta quarta-feira (13) que já responsabilizou, até 12 de agosto, 1.190 pessoas por atos golpistas do 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram depredadas e invadidas, em Brasília. Esses e outros números foram fornecidos pelo gabinete do relator desses casos, ministro Alexandre deMoraes.

Atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 | Divulgação/Joedson Alves/Agência Brasil

Ao todo, a Corte julgou e condenou 638 envolvidos. Outros 552 admitiram crimes menos graves e fizeram acordo com o Ministério Público Federal (MPF).

Das condenações, 279 foram por crimes graves: tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa e deterioração de patrimônio público. Já 359 por delitos menos graves: incitação e associação criminosa. O STF absolveu 10 pessoas.

Veja números de processos do 8/1 no STF:

Acordos: multa, prestação de serviços e sem redes sociais abertas

O STF afirmou hoje que homologou 552 acordos de não persecução penal (ANPP), oferecidos apenas a réus que respondiam por incitação ao crime e associação criminosa.

“Eles estavam acampados em frente aos quartéis, mas não há provas de que tenham participado da tentativa de golpe de Estado, de obstrução dos Poderes da República e nem de dano ao patrimônio público”, explicou a Corte.

Além de confissões, réus também se comprometeram a prestar serviços à comunidade ou a entidades públicas e a não cometer delitos semelhantes, nem serem processados por outros crimes ou contravenções. Ainda concordaram com pagamento de multa de R$ 5 mil.

“Eles também estão proibidos de participar de redes sociais abertas até o cumprimento total das condições estabelecidas no acordo. Além disso, terão que participar de um curso sobre Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado”, acrescentou o STF.

A indenização por danos morais coletivos, relativa ao “custo da destruição nos prédios públicos”, chega a R$ 30 milhões. “Esse valor será quitado de forma solidária por todos os condenados por crimes graves, independentemente do tamanho da pena.”

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