Uma reportagem especial do Portal Amazônia deu destaque a uma área protegida do Acre que abriga diversas espécies ameaçadas de extinção. Trata-se da Estação Ecológica do Rio Acre (EERA), criada antes da Constituição Federal, em junho de 1981, por meio de um decreto federal.
Atualmente, a área é protegida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)/Foto: Reprodução
Com 79.395,22 hectares de extensão, a estação está localizada no município de Assis Brasil, no interior do Acre. Por ser considerada de difícil acesso, a região não favorece a presença permanente de moradores humanos, o que ajuda a manter sua preservação, conforme aponta a reportagem.
“Em relação à Estação Ecológica do Rio Acre, o primeiro aspecto importante é destacar que ela é uma unidade de conservação regulada pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação, uma lei federal que estabelece as áreas de proteção integral e de uso sustentável. A Estação Ecológica, juntamente com a Reserva Biológica, está entre as unidades mais restritivas, nas quais quase nada pode ser feito”, explicou o doutor em Geografia Deivison Molinari, em entrevista ao Portal Amazônia.
Com 79.395,22 hectares de extensão, a estação está localizada no município de Assis Brasil, no interior do Acre/Foto: Reprodução
Atualmente, a área é protegida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e possui quase 100% do território intacto.
Segundo o pesquisador, a preservação da fauna e da flora local é fundamental para garantir a reprodução de espécies endêmicas — que só existem ali. Dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apontam que a reserva abriga cerca de 40% das espécies de mamíferos e 45% das espécies de aves do Brasil, além de 16% dos animais brasileiros ameaçados de extinção.
A lontra é um dos animais encontrados na reserva. Foto: Nadezda Murmakova
Entre as espécies registradas na unidade estão: tatu-canastra, macaco-preto, tamanduá-bandeira, soim-preto, anta, lontra, ariranha, onça-pintada e onça-vermelha.
O biólogo Nonato Amaral destacou ao Portal Amazônia que há um grande número de observações do macaco-preto na região, além de uma alta abundância de tamanduás-bandeira. O soim-preto, por sua vez, é considerado naturalmente raro e tem distribuição restrita aos estados do Acre, Rondônia e a trechos do rio Juruá, no Amazonas.
Onça-pintada e onça-vermelha
Amaral acrescenta que a onça-vermelha é o segundo maior carnívoro da Estação Rio Acre, ficando atrás apenas da onça-pintada.
