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Acrelândia e Senador Guiomard lideram produção de leite e ovos no Acre em 2024

Por Vitor Paiva, ContilNet

A produção pecuária e aquícola do Acre movimentou R$181 milhões em 2024, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa aumento de 20% em relação ao ano anterior, puxado principalmente pelo avanço do leite e dos ovos.

Leite é liderado por Acrelândia, já os ovos são capitaneados

Os produtos de origem animal responderam por R$143 milhões, alta de 22,7%, enquanto a aquicultura somou R$38 milhões, com crescimento de 10%. O leite alcançou R$71,5 milhões, impulsionado pela valorização do preço médio, e os ovos chegaram a R$70,7 milhões, aumento de 34% com ampliação da produção.

Acrelândia liderou a produção de leite no estado, com 37,1 milhões de litros, crescimento de 4% frente a 2023. Já Senador Guiomard concentrou 66% dos ovos de galinha, atingindo 10 milhões de dúzias. Ao lado de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, o município foi responsável por 84% do total produzido.

O rebanho acreano chegou a 8,3 milhões de animais, crescimento de 4%. Bois e galinhas representaram 96% do total, com 5,1 milhões de cabeças bovinas e 2,7 milhões de aves. O maior rebanho bovino foi registrado em Rio Branco, seguido por Sena Madureira, Senador Guiomard, Brasiléia e Bujari. Já na criação de galinhas, Senador Guiomard manteve a liderança, acompanhado de Brasiléia, Rio Branco, Epitaciolândia e Tarauacá.

Na piscicultura, a despesca caiu 7% e ficou em 2,3 mil toneladas. Apesar disso, o valor da produção subiu 8% e alcançou R$35,7 milhões. Brasiléia foi o município que mais produziu peixe, seguido por Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves. Já a produção de mel teve recuo de 4%, com Senador Guiomard em destaque.

O levantamento também mostrou aumento de 21% no abate de bois em frigoríficos, que passou de 466,8 mil cabeças em 2023 para 563,5 mil em 2024, o maior volume dos últimos quatro anos. O rebanho de cabras cresceu 8% e o de ovelhas 2,4%, enquanto a criação de porcos se manteve estável, com leve queda de 0,3%.

No cenário nacional, a produção pecuária alcançou R$132,8 bilhões, alta de 8,8%. O Brasil registrou recordes na produção de leite, com 35,7 bilhões de litros, e no abate de bois, suínos e frangos. Apesar disso, houve redução de 2,8% no número de vacas ordenhadas e leve recuo de 0,2% no rebanho bovino, fenômeno associado ao aumento do abate de fêmeas diante da valorização do bezerro e do preço da arroba.

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