Após impasses, Prefeitura retira projeto de subsídio e protocola nova versão na Câmara

Enquanto isso, motoristas de ônibus seguem em estado de alerta e não descartam a possibilidade de greve a partir de sexta-feira (12) caso não haja definição sobre o repasse

O líder da Prefeitura na Câmara Municipal, vereador Márcio Mustafá (PP), confirmou que o Projeto de Lei Complementar nº 20/2025, que tratava do aumento do subsídio ao transporte coletivo, foi retirado de pauta.

Com a retirada, ainda não há previsão de quando a proposta poderá ser votada em plenário/Foto: ContilNet

O texto, protocolado na última quinta-feira (4), deixou de tramitar e foi substituído por um novo projeto, já apresentado pelo Executivo. A mudança ocorreu após questionamentos jurídicos e técnicos levantados pela Procuradoria Legislativa.

Com a retirada, ainda não há previsão de quando a proposta poderá ser votada em plenário. Enquanto isso, motoristas de ônibus seguem em estado de alerta e não descartam a possibilidade de greve a partir de sexta-feira (12) caso não haja definição sobre o repasse.

“A empresa disse que só consegue fazer o nosso reajuste se tiver o reajuste no subsídio. Caso não haja a formação desse projeto até amanhã, que é o último dia de sessão, vamos reunir a diretoria e a empresa. Se continuar essa situação, a gente vai fazer a paralisação na sexta-feira”, declarou em entrevista à imprensa.

A categoria cobra um reajuste de 7% nos salários e 10% no valor do auxílio-alimentação, contemplando mais de 400 trabalhadores.

O primeiro projeto previa aumento do subsídio tarifário temporário pago ao transporte coletivo urbano, passando de R$ 2,63 para R$ 3,13 por passageiro transportado, mantendo a tarifa cobrada ao usuário em R$ 4,00. O texto também estabelece efeitos financeiros retroativos a 16 de junho de 2025.

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