Manifestantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) foram recebidos por vereadores da Câmara Municipal de Rio Branco para discutir reivindicações relacionadas ao transporte público.
O grupo, representado pelo Coletivo Movimento Sem Parar, protestou em busca de melhorias no serviço e da realização de uma audiência pública sobre o tema.
A estudante Cristina dos Santos destacou que a mobilização surgiu diante da falta de representatividade e da precariedade do transporte.
“Infelizmente a gente não consegue se ver representado pelo Diretório Central dos Estudantes e a gente precisou compor esse movimento que hoje ocupa a Câmara Municipal dos Vereadores pra tratar sobre a precariedade do transporte coletivo aqui em Rio Branco”, afirmou.
Cristina também ressaltou que a ausência de ônibus ou a quebra dos veículos compromete o acesso dos estudantes às aulas.
Durante a reunião, o vereador Zé Lopes reforçou a necessidade de pressão social para garantir a aprovação do subsídio ao transporte.
“Só vai sair ônibus novos se aprovar o subsídio, que vai ser votado na CCJ hoje e depois em plenário. Se não tiver pressão, todos nós vamos perder”, declarou.
O vereador Aiache reconheceu os problemas no serviço e afirmou que o objetivo é buscar soluções, lembrando a importância de recursos federais para renovação da frota.
“Concordo com tudo que vocês falaram, mas a gente tem que atrair solução. Só com o recurso conseguimos melhorar essa frota. Estamos tentando colocar na emenda a obrigatória de que melhore o serviço, principalmente nos horários de espera de quatro horas nas paradas”, disse.
Já o vereador Felipe Tche ressaltou que os estudantes não são contrários ao subsídio, mas sim à qualidade do serviço. Ele destacou que a base do legislativo está comprometida em apresentar reivindicações que contemplem aumento da frota e melhoria nos horários de pico.
“O problema não é o subsídio, os estudantes são contra os descasos que vêm sendo perpetuados por essa empresa. Esse é o nosso compromisso com vocês, com as reivindicações que ouvimos nas ruas e nos bairros”, afirmou.

