O ato contra a PEC da Blindagem, realizado neste domingo (21) em Rio Branco, também foi espaço para que os povos originários manifestassem suas preocupações em relação ao futuro do território amazônico. Entre os participantes, o comunicador Edivan Kaxinawá destacou a importância da presença originária em mobilizações como essa, reforçando a defesa de direitos duramente afetados nos últimos anos.
Ato contra a PEC da Blindagem reúne povos originários em Rio Branco. Foto: ContilNet
“Estamos representando não somente o pessoal do território, mas também trazendo nossa presença para fortalecer a transformação que buscamos. Nos últimos anos, sofremos muito com medidas que favoreceram o desmatamento. O PL que foi assinado afetou bastante as aldeias e prejudicou nosso modo de viver. É por isso que estamos aqui hoje, para garantir mais os nossos direitos”, afirmou.
Integrante do coletivo de comunicação Autor de Power Comunica, Edivan ressaltou que a luta dos povos originários não é apenas uma questão ambiental, mas também de sobrevivência cultural e social. Para ele, o engajamento em atos públicos é fundamental para que as vozes tradicionais do Acre estejam incluídas na resistência democrática.
Ação ocorreu na tarde desde domingo (21), no Lago do Amor. Foto: ContilNet
“O que acontece no território não impacta apenas a floresta, mas todas as pessoas que dela dependem. Participar é representar cada povo e reafirmar que estamos atentos e não aceitaremos retrocessos”, completou.
Comunicador Edivan Kaxinawá. Foto: ContilNet
