BancĂĄrios protestam na CĂąmara contra fechamento de agĂȘncia da Caixa em Rio Branco

A unidade, inaugurada em 1971 e considerada a primeira da Caixa na capital acreana, terĂĄ seu Ășltimo dia de funcionamento em 20 de outubro de 2025

Por Suene Almeida, ContilNet 30/09/2025 Atualizado: hĂĄ 7 meses

A decisĂŁo da Caixa EconĂŽmica Federal de encerrar as atividades da AgĂȘncia Galvez, localizada na Rua Benjamin Constant, no Centro de Rio Branco, gerou preocupação entre bancĂĄrios e usuĂĄrios do serviço. A unidade, inaugurada em 1971 e considerada a primeira da Caixa na capital acreana, terĂĄ seu Ășltimo dia de funcionamento em 20 de outubro de 2025.

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Os funcionårios efetivos também serão realocados/Foto: ContilNet

Nesta terça-feira (30), servidores e representantes do Sindicato dos BancĂĄrios do Acre levaram a discussĂŁo Ă  CĂąmara Municipal de Rio Branco. O presidente da entidade, Eudo Rafael, destacou os impactos sociais da medida e cobrou posicionamento do poder pĂșblico.

“A gente jĂĄ fez essa denĂșncia pĂșblica em manifestação em frente da agĂȘncia para que os clientes, comerciantes e usuĂĄrios do banco soubessem do fechamento. Viemos tambĂ©m Ă  CĂąmara reforçar essa denĂșncia, para que os vereadores e o poder pĂșblico tomem alguma atitude contra o encerramento de uma agĂȘncia que atende especialmente os ribeirinhos, vindos do interior do Acre e atĂ© do Amazonas, de cidades como Boca do Acre. É uma perda significativa para a população mais pobre”, afirmou.

Segundo comunicado oficial, os clientes da agĂȘncia serĂŁo transferidos para a unidade Rio Branco, situada na Avenida Brasil, alĂ©m de poderem utilizar os serviços oferecidos em outras agĂȘncias, lotĂ©ricas e correspondentes. Os funcionĂĄrios efetivos tambĂ©m serĂŁo realocados.

Eudo Rafael tambĂ©m criticou a polĂ­tica da Caixa de, segundo ele, priorizar um pĂșblico mais abastado em detrimento das camadas populares.

“Enquanto fecha uma agĂȘncia que atende os programas sociais e a população carente, a Caixa trabalha para abrir espaços destinados a clientes de maior poder aquisitivo. Isso nĂŁo condiz com o papel de um banco pĂșblico”, ressaltou.

O sindicalista alertou ainda para os riscos do aumento da sobrecarga na agĂȘncia central e para a pressĂŁo pela digitalização dos serviços, que pode deixar parte da clientela desassistida.

“O atendimento jĂĄ Ă© ruim. Com a transferĂȘncia dos clientes e empregados, as filas e a demora vĂŁo aumentar. AlĂ©m disso, hĂĄ uma polĂ­tica de digitalização forçada, que empurra para os meios digitais atĂ© aqueles clientes que nĂŁo tĂȘm familiaridade com a tecnologia. Isso pode gerar exclusĂŁo e atĂ© aumentar os casos de fraudes e golpes”, disse.

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