A cantora gospel Bruna Karla apresentou sua defesa no processo movido pela gravadora MK Music, que a acusa de descumprir obrigações contratuais e pede uma indenização que pode passar de R$ 2,5 milhões. No documento protocolado no fim de julho, a artista afirma que honrou o acordo durante 24 anos de relação exclusiva, gravou dezenas de faixas inéditas e três EPs, e que decidiu se posicionar após, segundo ela, sucessivas falhas de transparência da empresa.
Reprodução/Instagram @brunakarla
O que a gravadora alega
A MK Music sustenta que a cantora não entregou o número de canções previsto e teria abandonado o contrato antes de cumpri-lo integralmente. Por isso, requer reparação financeira, além do reconhecimento do suposto descumprimento.
O que diz a defesa de Bruna Karla
Na peça, Bruna afirma:
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que cumpriu as entregas e manteve exclusividade por mais de duas décadas;
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que o contrato era desproporcional e desequilibrado, com prazos e obrigações que a prejudicavam;
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que não havia prestação de contas clara sobre receitas, serviços e acordos firmados;
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que, apesar do sucesso, recebia parcela “ínfima” da receita, classificando metaforicamente sua trajetória como um “quase trabalho escravo”;
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que iniciou o vínculo aos 11 anos de idade, quando ainda era “inocente”, e que acabou “presa” a uma relação “quase forçada”;
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e que a gravadora pode ter arrecadado cerca de R$ 30 milhões explorando seu trabalho ao longo do período.
E agora?
O caso segue em tramitação, sem decisão sobre mérito ou valores. A Justiça deverá analisar os argumentos das partes — tanto as cobranças da gravadora quanto as alegações de abusividade e falta de transparência levantadas pela artista.
Fonte: Coluna Fábia Oliveira (Metrópoles).
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