O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (17/9) a Medida ProvisĂłria 1.300/2025, conhecida como MP da Tarifa Social ou do Setor ElĂ©trico, que dispõe sobre a gratuidade no consumo de atĂ© 80 kWh por mĂŞs para famĂlias com renda mensal de atĂ© meio salário mĂnimo por pessoa. Agora os deputados analisam os destaques, isto Ă©, que precisam ser votadas separadamente.
O projeto tambĂ©m dá isenção parcial para famĂlias que tem entre meio e um salário mĂnimo por pessoa e que consumem atĂ© 120 kWh por mĂŞs. Ao todo, deverĂŁo ser beneficiadas 60 milhões de pessoas.
Pouco antes da aprovação, foi articulada a exclusĂŁo de trĂŞs artigos, que tratava de outros modelos de tarifas, mudanças nas regras de contratação de energia elĂ©trica e risco de distribuição no mercado a curto prazo. O acordo foi feito a fim de enxugar o texto e focar na isenção da energia elĂ©trica para as famĂlias de baixa renda.
Agora, o texto volta para apreciação do plenário do Senado, já que passou por uma Comissão Mista no Congresso, composta por deputados e senadores. O Congresso tem até a data de hoje para votar a medida para que ela seja validada, caso contrário, não entra em vigor, o que sinalizaria uma derrota para o governo do presidente Lula (PT).
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O texto foi costurado com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A votação chegou a ser colocada em pauta na semana passada, mas foi retirada porque não houve acordo sobre trechos que criam novas modalidades de tarifas.
O parecer do relatório foi apresentado por Fernando Coelho Filho (União Brasil-PE). O relator, porém, tirou as reformas do setor do texto e manteve somente a ampliação da tarifa social.
As mudanças do texto serĂŁo incluĂdas na tramitação da MP 1.304, relatada pelo senador e lĂder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), que trata da Conta de Desenvolvimento EnergĂ©tico (CDE).

