A cantora acreana Iana Sarquis, uma das juradas do Festival Estadual da Canção 2025, compartilhou suas expectativas sobre a competição e destacou a importância do evento para a revelação de novos talentos. Para ela, a participação como avaliadora traz uma memória afetiva, já que sua trajetória artística também começou em um festival semelhante.
Iana relembrou que iniciou sua carreira em 1999, quando ainda cursava Enfermagem, ao participar do Festival Universitário da Canção, em Rio Branco. Naquele período, conseguiu classificar duas músicas para o concurso, experiência que hoje a faz se colocar no lugar dos jovens competidores. “Está passando um filme na minha cabeça. Eu imagino o nervosismo deles no palco e, dentro desse nervosismo, o nosso papel é extrair o melhor”, afirmou.
A jurada explicou que, entre os critérios de avaliação, estão afinação, ritmo, interpretação e presença de palco. Além disso, ela frisou a importância da relação com a banda de apoio, já que muitos candidatos ainda não têm experiência em cantar acompanhados ao vivo. “Isso pesa muito na apresentação, mas é um aprendizado importante para quem está começando”, ressaltou.
Para Iana, o Festival Estadual da Canção também cumpre um papel essencial de incentivo à juventude que sonha com a carreira artística. Ela lembrou das dificuldades de construir uma trajetória musical no Acre, devido à distância dos grandes centros culturais e à falta de oportunidades no cenário local. Porém, destacou que as novas ferramentas digitais, como as plataformas de streaming, abrem caminhos para artistas da região.
“Na minha época, eram apenas as gravadoras. Hoje, com a internet e o digital, é possível prospectar talentos da região Norte para os grandes centros. O artista precisa buscar conhecimento, se interessar em gerenciar sua carreira e aproveitar oportunidades como essa”, disse.
Ao concluir, a cantora ressaltou que espera que os participantes usem o festival como espaço para networking, aprendizado e início de uma caminhada sólida no meio artístico. “Hoje, o artista precisa ser multi. Ele precisa aprender a produzir, a se gerenciar e a se posicionar. Então, que cada um aproveite o palco do FEM 2025 para começar a trilhar esse caminho”, concluiu.
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