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Caso Wesley: “Foi assassinato, não legítima defesa”, diz advogada em dia de Júri

Por Vitor Paiva, ContilNet

A advogada da família de Wesley Santos da Silva, Gicielle Rodrigues, defendeu, nesta quinta-feira (18), a condenação do policial penal Raimundo Nonato Veloso da Silva Neto, acusado de matar o jovem durante a ExpoAcre 2023. Em sua fala, ela afirmou que o caso não se trata de legítima defesa, mas de assassinato.

Wesley foi assassinado em 2023, durante a última noite de Expoacre | Foto: Reprodução

“Estamos falando aqui de um assassino. Não estamos falando de legítima defesa, foi assassinato mesmo. Ele saiu de casa mal intencionado, passou o dia pela cidade bebendo, farreando, aprontando, e à noite, de forma vil, por motivo torpe, atentou contra a vida de Wesley Santos e contra a Rita”, disse.

Segundo a advogada, o crime foi motivado após a vítima reagir a assédios sofridos dentro de uma casa noturna.

“Depois que a Rita reagiu, por conta dos assédios que ele estava praticando, passando a mão nas nádegas dela, assediando de todas as formas, veio toda a trajetória que culminou, infelizmente, na morte do Wesley Santos”, declarou.

Ela também ressaltou que tanto Wesley quanto Rita tiveram a imagem atingida.

“Eles tiveram a imagem maculada na mídia de diversas formas, sendo atacados pela família do acusado. Então, esperamos que hoje ele seja condenado e que o resultado desse tribunal do júri seja uma resposta para a sociedade, para que policiais penais tenham responsabilidade com a conduta deles de andar armados.”

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Para Gicielle, uma eventual condenação terá efeito pedagógico.

“Obviamente, nós temos policiais responsáveis, que é a grande maioria, mas a minoria, que é a maçã podre, como o caso desse cidadão, Raimundo Nonato, tem que ser punido, tem que ser condenado, para que possamos dar uma resposta para a família enlutada e também para a sociedade”, afirmou.

A defesa da família acredita que a pena pode chegar a 30 anos.

“Esperamos aí uma pena de até 30 anos de condenação, caso ele seja condenado. Até agora, todos os depoimentos convergem para o que a vítima Rita disse e para toda a situação que aconteceu com Wesley. Ele, em momento nenhum, agrediu Raimundo Nonato. Então, não há que se falar em legítima defesa”, concluiu.

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