A Central de Slam (AC) representando a região norte participou nos dias 30 e 31 de agosto de 2025, no Instituto Moreira Salles (IMS), em São Paulo. A disputa reuniu dez equipes de todas as regiões do Brasil, incluindo representantes da capital e do interior paulista, e marcou um momento histórico para a poesia falada do Acre.
Central de Slam conquista o 2º lugar no Torneio Nacional de Slams em São Paulo. Foto: Ascom
O time da Central de Slam é formado por artistas com trajetória consistente como Natidepoesia (campeã nacional do Slam Singulares de Poesia), MB (poeta da cena acreana, tricampeão estadual) e Medusa K (campeã nacional do Slam das Minas BR). A conquista reforça a potência das vozes amazônicas e periféricas no circuito nacional.
“Foi muito interessante participar desse slam, principalmente por levar a linguagem amazônica e a poesia acreana. Levamos uma mensagem de empoderamento para que nós possamos ocupar mais espaços. Esta vitória é mais uma página importante na nossa caminhada”, afirmou Natidepoesia.
Formação, porta de entrada e impacto social
Coletivo acreano conquista vice-campeonato entre dez equipes de todas as regiões do Brasil. Foto: Ascom
Desde 2018, a Central de Slam impulsiona a cena de poesia falada no Acre e atua como porta de entrada para que novos poetas acessem circuitos e campeonatos estaduais e nacionais.
O coletivo desenvolve um processo formativo com a metodologia “Poesia que Escurece”, que já formou mais de mil jovens por meio da poesia falada, da criação de zines e da escrita criativa — fortalecendo repertórios, autoestima e protagonismo nas periferias e territórios amazônicos.
“Depois de tanto tempo longe dos palcos nacionais, participar de mais um nacional foi gratificante. Trazer o segundo lugar em um torneio tão grande como esse é histórico para nós e para o Acre”, falou MB.
Sobre a conquista
O vice-campeonato no IMS Paulista consolida a Central de Slam como referência artística e pedagógica, ampliando a visibilidade da produção afro-amazônica e abrindo caminhos para que mais talentos do Acre circulem pelo país. A equipe campeã desta edição foi o Slam da Cana, de Ribeirão Preto (SP).
Resultado é histórico para a cena acreana de poesia falada. Foto: Ascom
“Foi incrível estar aqui e mostrar a força da poesia marginal do Acre. Queremos que quem está no eixo entenda que as pessoas que vivem a realidade amazônica merecem e devem ter espaço — somos tão potentes quanto qualquer outra voz do Brasil”, revelou Medusa K.
