Francisco Costa Rocha, o Chico Picadinho, tornou-se sinônimo de crueldade em São Paulo nas décadas de 1960 e 1970. Condenado por dois homicídios com esquartejamento (1966 e 1976), ele está privado de liberdade desde 1976 e, em 2026, completará 50 anos atrás das grades. Hoje, aos 82 anos, figura entre as permanências mais longas do sistema prisional brasileiro.
Reprodução/O Globo
Por que ele continua preso
Após cumprir o tempo máximo de pena previsto à época, a Justiça determinou sua interdição e a manutenção em medida de segurança, por representar risco à sociedade. Em 2025, a 20ª tentativa de encerrar a medida foi novamente negada pelo TJSP, com base em laudos psiquiátricos que apontam transtorno de personalidade antissocial (psicopatia) e ausência de perspectiva de melhora. O réu permanece no Hospital de Custódia e Tratamento de Taubaté (SP), unidade destinada a detentos com graves transtornos mentais.
Rotina atual
Segundo relatos recentes, o cotidiano de Chico Picadinho é simples e repetitivo: ele deixa a cela pela manhã e passa o dia na biblioteca, onde lê, organiza livros e controla empréstimos aos demais internos; retorna à cela por volta das 16h e fica trancado às 17h. O contato com outros detentos é restrito e supervisionado. Ele está surdo (usa aparelhos auditivos), não recebe visitas há cerca de 20 anos e é descrito por servidores como cumpridor de regras, embora a avaliação clínica siga apontando alto risco de reincidência fora do ambiente de custódia.
Relembre os crimes
Em 1966, em São Paulo, a bailarina austríaca Margareth Suida foi morta por estrangulamento; após o crime, o corpo foi retalhado. Condenado, Chico saiu da prisão em 1974 e, em 1976, matou Ângela de Souza e Silva, repetindo o padrão de violência. A brutalidade dos casos consolidou o apelido “Chico Picadinho” e levou às condenações subsequentes.
Fonte: Metrópoles
✍️ Redigido por ContilNet
