Uma fêmea de crocodilo-americano (Crocodylus acutus) gerou um embrião sem contacto com machos, num caso raro de partenogénese — reprodução virginal — observado num zoológico da Costa Rica. O filhote, 99,9% geneticamente idêntico à mãe, não sobreviveu, mas o episódio abre novas pistas sobre a evolução da reprodução em répteis e seus ancestrais.
Reprodução
O que é a partenogénese
É o desenvolvimento de um embrião sem fertilização, quando a fêmea, sozinha, origina descendência. Já documentada em outros répteis, peixes e aves, esta é a primeira evidência em crocodilos.
O caso
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A fêmea vivia isolada e colocou 14 ovos; um continha um feto totalmente formado.
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Testes confirmaram quase clonagem (99,9% de identidade genética), compatível com reprodução assexuada.
Por que isto importa
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Traço ancestral: cientistas sugerem que a capacidade pode ser herdada de ancestrais comuns dos crocodilianos — implicando que dinossauros também pudessem reproduzir-se sem machos.
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Janela evolutiva: reforça hipóteses sobre mecanismos genéticos de reprodução em linhagens antigas.
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Populações raras: a ocorrência pode ser mais frequente em baixa densidade populacional, funcionando como estratégia extrema de sobrevivência.
Fonte: Biology Letters (Royal Society).
✍️ Redigido por ContilNet
