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De projeto social ao UFC: cruzeirense conquista cinturão e emplaca vitórias no MMA e Boxe

Por José Halif, ContilNet

Aos 21 anos, o atleta cruzeirense Paulo Victor, vem se consolidando como um dos principais nomes da nova geração do MMA e do Boxe no Brasil. Em sua volta a Cruzeiro do Sul após dois anos competindo em grandes eventos nacionais e internacionais, ele trouxe na bagagem um cinturão conquistado no GP MAC (Martial Arts Championship), realizado no Rio de Janeiro, além de cinco vitórias consecutivas em eventos de peso, como o Shooto e o próprio MAC.

Ele trouxe na bagagem um cinturão conquistado no GP MAC (Martial Arts Championship), realizado no Rio de Janeiro/Foto: Reprodução

“Esse cinturão é muito importante, porque o GP durou dois meses. Fui passando de fase até chegar à final e conquistar esse título para o Vale do Juruá. Fiz também duas lutas no Shooto, o maior evento da América Latina, e venci ambas por nocaute rápido. Eu gosto de lutar de forma agressiva, sempre em busca da finalização ou do nocaute”, disse o atleta.

Da periferia ao esporte

A trajetória de Paulo Victor começou aos 12 anos, em um projeto social de artes marciais em Cruzeiro do Sul, idealizado pelo treinador Márcio Danawhite. Ele relembra que, no início, o interesse era simples: cortar o cabelo e ganhar o café oferecido pelo programa. “Eu fui só por isso mesmo, mas acabei me apaixonando. Eu era muito problemático, gostava de brigar na rua. No projeto, canalizei essa energia e me tornei o que sou hoje. Se não fossem as artes marciais, talvez eu tivesse seguido por outro caminho ruim”, declarou.

No GP em que conquistou o cinturão, Paulo enfrentou adversários de diferentes estados e derrotou o lutador Caio, campeão brasileiro de jiu-jitsu. Pela vitória, recebeu uma bolsa de R$ 6 mil, valor que considera baixo para a realidade do esporte no Brasil.

Pela vitória, recebeu uma bolsa de R$ 6 mil/Foto: Reprodução

Sonho do UFC

Após a sequência de bons resultados, Paulo agora sonha com o contrato mais importante da carreira: o ingresso no UFC. Segundo ele, o empresário já confirmou que está de reserva para o evento que acontecerá no Rio de Janeiro, na categoria peso-mosca. “Se algum atleta se lesionar, eu entro para substituir. E vou lá para vencer”, afirmou.

O lutador destacou ainda a importância das parcerias que o ajudam a custear viagens e treinos. Entre os apoiadores, citou o Bill Car Autocenter, presente desde o início de sua carreira, e a W2, que passou a contribuir recentemente. “Não é fácil viver do esporte no Brasil. A gente ainda busca mais patrocínios, mas sei que estamos no caminho certo”, ressaltou.

Incentivo e talento desde cedo

Ueverton Enes, mais conhecido como Jacaré, foi o primeiro treinador de Paulo e acompanhou de perto o início da sua formação no projeto social. Ele lembra que desde cedo o jovem mostrava dedicação e talento acima da média.

Ele lembra que desde cedo o jovem mostrava dedicação e talento acima da média/Foto: Reprodução

“Ele sempre chegava cedo, saia mais tarde e não faltava aos treinos. Por isso, comecei a dar mais atenção a ele, fazendo ajustes extras. Quando participava de campeonatos de jiu-jitsu em Rio Branco, eu sempre tentava levar o Paulo junto, para que ele tivesse experiência diante de grandes públicos. Isso o ajudou muito a não se abalar quando começou a lutar no MMA”, destacou Jacaré.

De um garoto que buscava no projeto social uma oportunidade para se alimentar e se manter ocupado, Paulo Victor se transformou em um atleta de alto rendimento, que hoje carrega o nome de Cruzeiro do Sul para os maiores palcos do esporte de combate. O próximo passo pode ser o mais importante de todos: a entrada definitiva no UFC.

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