Em 12 meses, economia brasileira acumula 6Âș maior crescimento do G20

Por AgĂȘncia Brasil 02/09/2025


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O desempenho da economia brasileira no segundo trimestre, divulgado nesta terça-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂ­stica (IBGE), coloca o paĂ­s na sexta posição entre os membros do G20 que jĂĄ divulgaram o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) para o mesmo perĂ­odo.Em 12 meses, economia brasileira acumula 6Âș maior crescimento do G20Em 12 meses, economia brasileira acumula 6Âș maior crescimento do G20

O PIB ─ conjunto de bens e serviços produzidos no paĂ­s ─ do Brasil acumula alta de 3,2% nos Ășltimos 12 meses. Em relação ao mesmo perĂ­odo do ano passado, o crescimento Ă© de 2,2%. JĂĄ na passagem do primeiro trimestre de 2025 para o seguinte, a expansĂŁo foi de 0,4%, o que representa uma desaceleração.

NotĂ­cias relacionadas:

Uma anålise da Secretaria de Política EconÎmica (SPE) do Ministério da Fazenda classifica 16 países do G20 que jå divulgaram o resultado do PIB do trimestre encerrado em junho. Tanto em relação ao acumulado de 12 meses quanto na comparação com o segundo trimestre de 2024, Brasil figura na sexta colocação.

O G20 Ă© composto por 19 paĂ­ses, alĂ©m da UniĂŁo Africana e da UniĂŁo Europeia: África do Sul, Alemanha, ArĂĄbia Saudita, Argentina, AustrĂĄlia, Brasil, CanadĂĄ, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, IndonĂ©sia, ItĂĄlia, JapĂŁo, MĂ©xico, Reino Unido, RĂșssia e Turquia.

Os integrantes do grupo representam cerca de 85% da economia mundial, mais de 75% do comércio global e cerca de dois terços da população do planeta.

Veja o ranking de variação do PIB nos Ășltimos 12 meses:

  1. Índia: 6,8%
  2. China: 5,2%
  3. Indonésia: 5%
  4. ArĂĄbia Saudita: 3,7%
  5. Turquia: 3,3%
  6. Brasil: 3,2%
  7. RĂșssia: 2,6%
  8. Estados Unidos: 2,3%
  9. UniĂŁo Europeia: 1,5%
  10. Reino Unido: 1,3%
  11. JapĂŁo: 1,3%
  12. França: 0,8%
  13. Coreia do Sul: 0,7%
  14. México: 0,7%
  15. ItĂĄlia: 0,6%
  16. Alemanha: -0,1%

Jå em relação ao desempenho na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2025, o Brasil é o nono colocado: 

  1. Indonésia: 4,0%
  2. EUA: 3,3%
  3. ArĂĄbia Saudita: 2,1%
  4. Índia: 1,7%
  5. Turquia: 1,6%
  6. China: 1,1%
  7. México: 0,6%
  8. Coreia do Sul: 0,6%
  9. Brasil: 0,4%
  10. JapĂŁo: 0,3%
  11. França: 0,3%
  12. Reino Unido: 0,3%
  13. UniĂŁo Euroeia: 0,2%
  14. ItĂĄlia: -0,1%
  15. Alemanha: -0,3%
  16. CanadĂĄ: -0,4%

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Desaceleração

O resultado de 0,4% entre trimestres imediatamente seguidos significa desaceleração, uma vez que, no primeiro trimestre, o avanço havia sido de 1,3% ante o quarto trimestre de 2024.

A coordenadora da Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, atribuiu a desaceleração à política monetåria restritiva, ou seja, juros altos, ferramenta do Banco Central (BC) para conter a inflação.

Os juros altos tĂȘm o efeito de desestimular o consumo e o investimento, esfriando a economia e diminuindo a demanda por bens e serviços, consequentemente, tirando força da inflação.

PrĂłximo trimestre

Para o terceiro trimestre, a SPE projeta ritmo de crescimento do PIB “pouco inferior” ao observado para o segundo trimestre.

“Embora a desaceleração nas concessĂ”es de crĂ©dito venha se acentuando nos Ășltimos meses, junto com o aumento nas taxas de juros bancĂĄrias e na inadimplĂȘncia, o mercado de trabalho segue resiliente, podendo impulsionar a atividade junto ao pagamento dos precatĂłrios [dĂ­vidas judiciais do governo] e Ă  recente expansĂŁo do crĂ©dito consignado ao trabalhador”, escreve a anĂĄlise.

Com o resultado dessa terça-feira, a SPE afirma que a projeção inicial de crescimento de 2,5% para 2025 tem “leve viĂ©s de baixa devido Ă  desaceleração mais acentuada do crescimento no segundo trimestre comparativamente ao esperado em julho e ainda em repercussĂŁo aos efeitos defasados e cumulativos da polĂ­tica monetĂĄria na atividade econĂŽmica”.

 

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