Em agenda no Acre, ministro anuncia R$1 milhão para rede de emprego no estado

Durante coletiva de imprensa, destacou a necessidade de recolocar o tema do trabalho como prioridade nacional e anunciou o repasse de R$ 1 milhão para a reestruturação da Rede Nacional de Emprego (Sine) no Acre

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, esteve em Rio Branco nesta terça-feira (16) para abrir a etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho. Durante coletiva de imprensa, destacou a necessidade de recolocar o tema do trabalho como prioridade nacional e anunciou o repasse de R$ 1 milhão para a reestruturação da Rede Nacional de Emprego (Sine) no Acre.

Ministro cumpre agenda no Acre nesta terça-feira (16)/Foto: ContilNet

Segundo Marinho, o debate sobre o trabalho precisa voltar ao centro das políticas públicas. “O tema vem sendo, de certa forma, diminuído em sua importância. Basta observar o comportamento do Congresso Nacional e até do Supremo Tribunal Federal, muitas vezes, quando se trata desse assunto. O presidente Lula sempre deu prioridade a esse tema, e as conferências são um ponto de partida fundamental para estabelecer políticas públicas no país”, afirmou.

O ministro ressaltou que a conferência tem caráter tripartite, reunindo governo, trabalhadores e empregadores. “É um processo de negociação desde a definição do temário, buscando dialogar com todos os segmentos. Isso a torna praticamente um conciliador de ideias”, disse.

Marinho também destacou os desafios impostos pelas transformações no mundo do trabalho. “A inteligência artificial, as novas tecnologias, as transições climática e energética, tudo isso traz novos desafios. Nossa tarefa é ouvir lideranças empresariais e sindicais para compreender essa dinâmica”, declarou.

O Acre foi escolhido para sediar a primeira etapa estadual da conferência. “Fiz questão de abrir aqui a primeira conferência para mostrar a importância que queremos dar ao processo. Pensar políticas públicas hoje exige responsabilidade e escuta dos desafios que temos, que não são poucos. Seguramente, o Acre tem muito a ganhar quando governo federal, Estado, municípios, empresários e trabalhadores se juntam nesse esforço”, disse.

Marinho anunciou ainda recursos inéditos para a intermediação de mão de obra no Estado. “É a primeira vez que o Acre recebe recursos da Rede Sine. Amanhã deve cair na conta do Estado cerca de R$ 1 milhão, destinados a estruturar e organizar essa rede, que orienta empresas e trabalhadores e promove a integração entre eles na geração de empregos”, informou.

Ele lembrou que o Brasil vive um dos melhores índices de emprego de sua história. “Hoje, o IBGE divulga 5,6% de desocupados, cerca de 6 milhões de pessoas. É um dos menores índices já registrados. Mas nós queremos mais: continuar crescendo, gerando ocupação e criando condições para que mais brasileiros ingressem no mercado de trabalho”, disse.

Entre os desafios, o ministro citou a necessidade de ampliar a participação feminina. “Muitas mulheres não conseguem trabalhar por falta de condições, como creches, ensino em período integral e uma política de cuidados. Muitas vezes, elas precisam se dedicar a familiares e, por isso, não podem buscar emprego. Precisamos estruturar melhor o país para enfrentar essa realidade”, afirmou.

Marinho também defendeu avanços na distribuição de renda. “Não se justifica a fome e a pobreza em um país tão rico como o Brasil. O presidente Lula sempre reforça a necessidade de avançar nessa área. Queremos aprovar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o que beneficiaria mais de 20 milhões de pessoas. Mas o Congresso encontra dificuldades para aprovar. É preciso que o parlamento facilite a vida do povo brasileiro”, declarou.

Por fim, destacou a conferência como espaço democrático de construção coletiva. “Queremos envolver todos nesse debate para construir entendimentos — não necessariamente consensos, mas pontos de convergência que resultem em boas resoluções. O objetivo é ajudar o Brasil e, especialmente, o Acre a avançarem no fortalecimento do trabalho decente e na melhoria da qualidade de vida das famílias”, concluiu.

PUBLICIDADE