Manifestantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) realizaram um protesto na Câmara Municipal de Rio Branco para cobrar melhorias no transporte público. O grupo reivindica condições adequadas no serviço e a realização de uma audiência pública para debater o tema.
A estudante Cristina dos Santos, integrante do Coletivo Movimento Sem Parar, afirmou que a mobilização ocorre devido à falta de representatividade e ao cenário de precariedade enfrentado diariamente. “Nós somos o Coletivo do Movimento Sem Parar, que faz parte de uma construção dentro da Universidade Federal do Acre, onde a gente pauta não só questões de acesso à educação, acesso à saúde pública de qualidade, acesso ao transporte coletivo. Infelizmente a gente não consegue se ver representado pelo Diretório Central dos Estudantes e a gente precisou compor esse movimento que hoje ocupa aqui a Câmara Municipal dos Vereadores pra gente tratar sobre a precariedade do transporte coletivo aqui em Rio Branco”, disse.
Cristina destacou que a ausência de ônibus ou a quebra dos veículos compromete o acesso dos estudantes às aulas.
“Infelizmente a gente não tem ônibus, infelizmente quando a gente tem os ônibus quebram, nós não conseguimos chegar até a sala de aula e quando nós chegamos é atrasado. Isso auxilia também para a ausência da educação para os nossos estudantes. Hoje nós estamos aqui ocupando a Câmara Municipal na qual muitos alunos estão faltando aula para estarem aqui reivindicando pela melhoria, o que é uma vergonha, porque nós não deveríamos estar aqui”, completou.
Durante a sessão, o vereador André Kamai (PT) criticou o modelo atual do sistema e defendeu a gratuidade do transporte coletivo. “Nós não estamos discutindo aqui se nós queremos ou não queremos subsídio. Nós queremos subsídio. Nós queremos, na realidade, eu prefiro que o subsídio seja de 100%. Que o transporte seja gratuito pras pessoas. O que nós estamos discutindo é a qualidade do transporte público”, declarou.
Kamai também questionou os custos apresentados pela empresa que administra o serviço. “Por que justifica que a gente aumente a tarifa? Não vale dizer que esse custo não vale o custo do povo, porque o povo vai continuar pagando. Vai sim, porque o dinheiro que paga o subsídio é o dinheiro do imposto do povo do Rio Branco. É dinheiro que vai sair da saúde, que vai sair da educação. Aqueles jovens que estão ali são estudantes, mas são moradores dos bairros de Rio Branco. Eles esperam uma, duas, três horas para pegar o serviço. Não pode!”, afirmou.

