Ex-delegado morto foi do céu ao inferno até se tornar chefe da Civil

Por MetrĂłpoles 17/09/2025

O delegado aposentado Ruy Ferraz Fontes, assassinado nessa segunda-feira (15/9), em Praia Grande, no litoral paulista, viveu uma gangorra na vida profissional ao longo das Ășltimas duas dĂ©cadas, indo do cĂ©u ao inferno atĂ© se tornar o chefe da PolĂ­cia Civil em SĂŁo Paulo.

De principal responsåvel pelas investigaçÔes contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) no começo do século, ele foi escanteado e conviveu com o ostracismo na virada da primeira década dos anos 2000, para então ressurgir no cargo måximo de sua corporação, em 2019.

Foram as investigaçÔes conduzidas por Fontes que levaram Ă  denĂșncia de toda a cĂșpula do PCC em 2006, quando o estado de SĂŁo Paulo sofreu uma atĂ© entĂŁo inĂ©dita onda de ataques, promovida pelo crime organizado, que parou a maior cidade do paĂ­s. Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, estava entre os acusados por Fontes, que foi jurado de morte pela facção.

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O ex-delegado comandava, na ocasiĂŁo, a prestigiada 5ÂȘ Delegacia do PatrimĂŽnio (Roubo a Banco), do Departamento Estadual de InvestigaçÔes Criminais (Deic), cargo desejado por muitos na corporação.

Do total prestĂ­gio do qual dispunha Ă  frente das investigaçÔes contra o crime organizado, o ex-delegado sofreu uma derrocada, hĂĄ 15 anos. A Secretaria da Segurança PĂșblica de SĂŁo Paulo (SSP-SP) estava sob o comando de AntĂŽnio Ferreira Pinto, que anteriormente havia sido responsĂĄvel pela Secretaria da Administração PenitenciĂĄria (SAP).

Ex-delegado morto foi do céu ao inferno até se tornar chefe da Civil31 imagensRuy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São PauloRuy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São PauloRuy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São PauloRuy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São PauloRuy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São PauloFechar modal.Ex-delegado morto foi do céu ao inferno até se tornar chefe da CivilEx-delegado morto foi do céu ao inferno até se tornar chefe da Civil1 de 31

Delegado Ruy Ferraz Fontes

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Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da PolĂ­cia Civil de SĂŁo Paulo

Divulgação/Prefeitura de Praia GrandeEx-delegado morto foi do céu ao inferno até se tornar chefe da Civil3 de 31

Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da PolĂ­cia Civil de SĂŁo Paulo

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Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da PolĂ­cia Civil de SĂŁo Paulo

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Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da PolĂ­cia Civil de SĂŁo Paulo

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Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da PolĂ­cia Civil de SĂŁo Paulo

Reprodução/Prefeitura de Praia GrandeEx-delegado morto foi do céu ao inferno até se tornar chefe da Civil7 de 31

Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da PolĂ­cia Civil de SP

Divulgação/Polícia Civil de SPEx-delegado morto foi do céu ao inferno até se tornar chefe da Civil8 de 31

Ruy Ferraz foi executado em Praia Grande

Reprodução/ Vídeo cedido/ Divulgação/ Prefeitura de Praia GrandeEx-delegado morto foi do céu ao inferno até se tornar chefe da Civil9 de 31

O velĂłrio do ex-delegado-geral da PolĂ­cia Civil Ruy Ferraz Fontes

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VĂ­deo mostra dinĂąmica de atentado que matou o ex-delegado-geral de SP, Ruy Ferraz Fontes

Reprodução/ vídeo cedido ao MetrópolesEx-delegado morto foi do céu ao inferno até se tornar chefe da Civil14 de 31

Membros da mesma família foram atingidos por tiros de fuzis dos envolvidos na execução do ex-delegado

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O ex-delegado-geral da PolĂ­cia Civil de SĂŁo Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi executado por criminosos em Praia Grande, litoral de SĂŁo Paulo

Reprodução/Redes SociaisEx-delegado morto foi do céu ao inferno até se tornar chefe da Civil16 de 31

Ex-delegado-geral levou mais de 20 tiros de fuzil em ataque no litoral

Reprodução/ Material cedido ao MetrópolesEx-delegado morto foi do céu ao inferno até se tornar chefe da Civil17 de 31

Saiba estado de saĂșde de feridos em atentado contra ex-delegado de SP

Reprodução/ redes sociaisEx-delegado morto foi do céu ao inferno até se tornar chefe da Civil18 de 31

A execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes

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A execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes

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A execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes

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A execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes

Reprodução/Redes sociais

Os dois trocavam acusaçÔes mĂștuas, inclusive envolvendo subordinados, eram desafetos declarados e nĂŁo havia qualquer resquĂ­cio de confiança entre eles. Em meio Ă s rusgas, Fontes foi parar no 69Âș Distrito Policial (TeotĂŽnio Vilela), na regiĂŁo de SĂŁo Mateus, zona leste da cidade, onde foi salvo em 2010 de uma emboscada, apĂłs o MinistĂ©rio PĂșblico de SĂŁo Paulo (MPSP) detectar que criminosos queriam matĂĄ-lo. PMs das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) foram ao local e impediram o assassinato.

Com Ferreira Pinto no comando da SSP, a PM ganhou protagonismo e, com o apoio do MPSP, passou a fazer o monitoramento telefÎnico das conversas envolvendo integrantes do PCC detidos nas penitenciårias estaduais. A estratégia gerou descontentamento generalizado entre policiais civis e tirou o prestígio do qual dispunham departamentos como o Deic, antiga casa de Fontes.

Muitos das pessoas que participaram, mesmo que em posiçÔes subalternas, do fortalecimento da PM nos anos de Ferreira Pinto à frente da SSP, estão hoje em lugar de destaque no cenårio estadual.

Um dos exemplos Ă© o atual secretĂĄrio da Segurança PĂșblica, Guilherme Derrite, que atuava como tenente da Rota Ă  Ă©poca.

Derrite participou, inclusive, de uma das açÔes consideradas como deflagradoras da onda de violĂȘncia vivida em 2012 nas periferias da Grande SP: a morte de seis suspeitos de integrar o PCC, durante reuniĂŁo em um lava-rĂĄpido na Tiquatira, zona leste da capital. Um dos criminosos era Anderson Minhano, considerado uma das vozes de Marcola fora do sistema penitenciĂĄrio.

Jå secretårio, Derrite também é constantemente apontado como alguém que privilegia a PM em detrimento da Polícia Civil, assim como foi Ferreira Pinto.

Ponto crĂ­tico

Um dos momentos crĂ­ticos na relação entre o entĂŁo secretĂĄrio da Segurança PĂșblica Ferreira Pinto e o delegado Fontes se deu no segundo semestre de 2011, apĂłs o roubo de uma agĂȘncia do ItaĂș na Avenida Paulista.

Uma quadrilha arrombou 171 cofres de clientes de alta renda do banco. Fontes foi acusado de iniciar uma investigação paralela sobre o caso, recebendo as imagens da ação criminosa antes dos colegas que deveriam ser, por prerrogativa, os primeiros a serem avisados. Ele estava no 69Âș DP, fora daquela jurisdição, sem as atribuiçÔes da 5ÂȘ Delegacia do PatrimĂŽnio do Deic (Roubo a Banco), em uma ĂĄrea sob responsabilidade do 78Âș Distrito Policial (Jardins).

Somadas a essa, outras acusaçÔes de mesma natureza, sempre fortemente rechaçadas por Fontes, foram lançadas Ă  Ă©poca e levaram a uma “punição” ainda maior, possivelmente o fundo do poço na relação conflituosa entre o entĂŁo secretĂĄrio e o delegado que montou o organograma do PCC anos antes.

Em 2012, em meio Ă  onda de violĂȘncia que assolou a periferia da regiĂŁo metropolitana, Fontes estava no 92Âș Distrito Policial (Parque Santo AntĂŽnio), considerado Ă  Ă©poca um “calabouço” da PolĂ­cia Civil, em uma das regiĂ”es mais violentas da zona sul da capital paulista.

TambĂ©m para lĂĄ foi enviado o entĂŁo delegado titular do 89Âș Distrito Policial (Jardim TaboĂŁo), um exĂ­mio especialista em escutas telefĂŽnicas que participara, antes da transferĂȘncia, das investigaçÔes contra policiais militares do 16Âș BPM, flagrados em conversas como “consultores do crime”. Os PMs eram suspeitos de prestar apoio a uma quadrilha de ladrĂ”es que invadia residĂȘncias na zona oeste paulistana.

Com a queda de Ferreira Pinto no fim de 2012, Fontes recuperou sua trajetória ascendente, chefiando, entre outros, o Departamento de Narcóticos (Denarc). Anos depois, jå em 2019, durante a gestão de João Doria (então no PSDB), ele ocupou o cargo de delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, o cume da corporação, onde permaneceu até 2022.

Entre pessoas que conviveram tanto com Fontes quanto com Ferreira Pinto, Ă© comum a afirmação de que as divergĂȘncias entre os dois tinham avançado para um plano pessoal, muito alĂ©m da forma como ambos enxergavam as questĂ”es relacionadas Ă  segurança pĂșblica.

O Metrópoles procurou o ex-secretårio, nesta terça-feira (16/9), mas não houve resposta até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

Dois suspeitos da execução jå identificados

A Polícia Civil de São Paulo identificou um segundo suspeito de envolvimento na execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes.

Segundo o secretĂĄrio de Segurança PĂșblica do estado (SSP), Guilherme Derrite, o indivĂ­duo foi identificado apĂłs uma perĂ­cia no local. “Seguimos com todas as polĂ­cias empenhadas nesse caso, para que os culpados sejam punidos”, escreveu Derrite nas redes sociais, acrescentando que solicitarĂĄ a prisĂŁo temporĂĄria dos dois suspeitos.

Mais cedo, na manhã dessa terça-feira (16/9), o secretårio havia afirmado que o primeiro suspeito também tinha sido identificado. Questionado sobre o envolvimento do crime organizado, uma vez que a SSP atribuiu inicialmente o crime ao Primeiro Comando da Capital (PCC), Derrite afirmou que as informaçÔes serão divulgadas em momento oportuno.

O secretĂĄrio tambĂ©m se negou a divulgar o nome para nĂŁo atrapalhar as investigaçÔes. “O que eu posso falar Ă© que jĂĄ temos a identificação e a qualificação e o pedido de prisĂŁo vai ser feito agora, ainda hoje”, disse.

“Ele estĂĄ, obviamente, nesse momento, tentando fugir. Esse primeiro indivĂ­duo identificado e qualificado, para nĂłs, Ă© fundamental que consigamos realizar a prisĂŁo dele para que, a partir de entĂŁo, consigamos capturar todos os envolvidos”, continuou.

Segundo Derrite, o suspeito jå foi preso diversas vezes, e também apreendido quando ainda era menor de idade. Ele, no entanto, não seria um dos atiradores, e a polícia ainda apura qual foi a participação dele no crime, afirmou o secretårio-adjunto da SSP, Osvaldo Nico.

O que a polícia jå sabe sobre a execução

A polícia usa imagens de cùmeras de segurança para estabelecer a dinùmica do crime e afirma jå ter dois suspeitos identificados.

Um vídeo obtido pelo Metrópoles mostra o momento em que os criminosos deram início à emboscada que resultou na morte do ex-delegado. Eles estacionaram um carro em uma rua próxima da Prefeitura de Praia Grande , onde a vítima trabalhava como titular da Secretaria de Administração, às 18h02.

Veja o vĂ­deo:

Após 14 minutos, o veículo de Ruy Fontes aparece na gravação, passa ao lado dos criminosos e é alvo de tiros. Ruy tenta fugir, mas é perseguido, bate o carro em um Înibus após cerca de 2,5 km e é executado.

Outras duas pessoas que estavam prĂłximas do local do ataque ficaram feridas durante a ocorrĂȘncia, segundo a prefeitura municipal. As vĂ­timas foram transferidas para o Hospital Municipal IrmĂŁ Dulce. Uma mulher ficou com ferimentos leves e um homem segue internado para atendimento mĂ©dico, sem maiores riscos.

Nenhuma linha de investigação é descartada

Autoridades da SSP nĂŁo descartam a participação de agentes pĂșblicos na execução de Ferraz. AlĂ©m de ter sido inimigo nĂșmero 1 do PCC quando atuava como delegado, Ruy Ferraz tinha inimizades dentro da polĂ­cia e trabalhava como secretĂĄrio de Administração em Praia Grande, onde pode ter contrariado interesses locais. Oficialmente, nenhuma hipĂłtese Ă© descartada pela cĂșpula da SSP.

A suspeita sobre a possibilidade de envolvimento de agentes pĂșblicos no crime brutal surgiu apĂłs anĂĄlise dos vĂ­deos que flagraram o atentado. As imagens mostram uma ação coordenada dos quatro executores, com sinais de conhecimento operacional. Ao todo, mais de 20 tiros foram disparados na ação.

Na gravação captada por uma cĂąmera de segurança na Avenida Roberto de Almeida Vinhas, na Vila Mirim, o ex-delegado aparece sendo perseguido, atĂ© bater seu carro contra um ĂŽnibus e capotar. Nesse momento, trĂȘs criminosos encapuzados desembarcam do carro de trĂĄs. Dois começam a atirar enquanto o terceiro faz uma espĂ©cie de contenção. Na sequĂȘncia, eles retornam ao veĂ­culo e deixam o local.

Internamente na PolĂ­cia Civil, a ação tem sido comparada Ă  execução do corretor de imĂłveis VinĂ­cius Gritzbach, delator do PCC morto com 10 tiros de fuzil no Aeroporto Internacional de SĂŁo Paulo, em Guarulhos. De acordo com as investigaçÔes, trĂȘs policiais militares teriam sido contratados pela facção para executar o crime.

Autoridades ligadas à investigação afirmam ser prematuro chegar a qualquer conclusão, e dizem que não se pode descartar nenhuma hipótese.

Possível vingança

Entre as linhas de investigação sobre o mando do crime, a força-tarefa acredita em uma possĂ­vel vingança do PCC. Ruy Ferraz atuou na transferĂȘncia algumas das principais lideranças para presĂ­dios federais de segurança mĂĄxima, como Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

AlĂ©m disso, tambĂ©m Ă© considerada a hipĂłtese de que o crime esteja relacionado com a atual função de Ruy Ferraz, que ocupava o cargo de SecretĂĄrio de Administração de Praia Grande. Nesse caso, o envolvimento de agentes pĂșblicos e do PCC tambĂ©m nĂŁo Ă© descartado.

Quem era Ruy Ferraz

  • Ruy Ferraz Fontes atuou por mais mais de 40 anos PolĂ­cia Civil de SĂŁo Paulo era especialista na facção criminosa PCC.
  • Ele iniciou a carreira como delegado de polĂ­cia titular da Delegacia de PolĂ­cia do MunicĂ­pio de TaguaĂ­, do Departamento de PolĂ­cia JudiciĂĄria de SĂŁo Paulo Interior (Deinter) 7.
  • Durante a vida profissional, foi delegado de PolĂ­cia Assistente da Equipe da DivisĂŁo de HomicĂ­dios do Departamento Estadual de HomicĂ­dios e de Proteção Ă  Pessoa (DHPP).
  • TambĂ©m atuou como delegado de PolĂ­cia Titular da 1ÂȘ Delegacia de PolĂ­cia da DivisĂŁo de InvestigaçÔes Sobre Entorpecentes do Departamento Estadual de RepressĂŁo ao NarcotrĂĄfico (Denarc).
  • AlĂ©m disso, Ferraz foi delegado de PolĂ­cia Titular da 5ÂȘ Delegacia de PolĂ­cia de InvestigaçÔes Sobre Furtos e Roubos a Bancos do Departamento Estadual de InvestigaçÔes Criminais (Deic) e comandou outras delegacias e divisĂ”es na Capital.
  • O entĂŁo secretĂĄrio de Administração de Praia Grande tambĂ©m esteve Ă  frente da Delegacia Geral de PolĂ­cia do Estado de SĂŁo Paulo e foi Diretor do Departamento de PolĂ­cia JudiciĂĄria da Capital (DECAP).
  • Ele ainda foi professor Assistente de Criminologia e Direito Processual Penal da Universidade Anhanguera e atou como Professor de Investigação Policial pela Academia da PolĂ­cia Civil do Estado de SĂŁo Paulo (Acadepol).
  • Ruy assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande em janeiro de 2023, permanecendo na gestĂŁo que se iniciou em 2025, atĂ© ser morto nessa segunda-feira.
  • O policial tambĂ©m foi o primeiro delegado a investigar a atuação do PCC no estado, enquanto chefiava a Delegacia de Roubo a Bancos do Departamento Estadual de InvestigaçÔes Criminais (Deic), no inĂ­cio dos anos 2000.
  • Ele foi jurado de morte por Marco William Herbas Camacho, o Marcola, apontado como lĂ­der mĂĄximo do PCC, em 2019, apĂłs o criminoso ser transferido para o sistema penitenciĂĄrio federal.

 

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