A ex-deputada federal Manuela d’Ávila (PCdoB) utilizou as redes sociais neste sábado (13) para comentar sobre a grande manifestação anti-imigração realizada em Londres, que reuniu mais de 100 mil pessoas nas últimas horas.
Ex-deputada Manuela d’Ávila se manifesta contra marcha anti-imigração em Londres. Foto: Reprodução
O ato foi convocado por Tommy Robinson, ex-hooligan condenado por incitar ódio e fundador da Liga de Defesa Inglesa, grupo conhecido por seu histórico de islamofobia e ultranacionalismo.
Em sua publicação, Manuela classificou o movimento como uma ameaça aos valores democráticos. Para ela, a narrativa de “defesa da nação” defendida pelos organizadores e participantes da marcha nada mais é do que “a velha intolerância vestida de bandeira”. A ex-parlamentar alertou ainda que o nacionalismo de direita, ao atacar migrantes, minorias e populações mais pobres, representa o que chamou de “embrião do fascismo”.
Manuela também ressaltou que a história da Europa já demonstrou os riscos desse tipo de discurso, que começa em nome da “proteção” e pode culminar na destruição de direitos e até na ameaça à vida de grupos vulneráveis. “Não há neutralidade diante disso. A democracia só sobrevive se for plural, solidária e internacionalista”, escreveu.
A ex-deputada destacou a importância de manter viva a memória histórica para evitar a repetição de tragédias passadas. Segundo ela, é papel das sociedades, dentro e fora do Brasil, reafirmar que nenhum país se fortalece ao “erguer muros ou caçar inimigos imaginários”.
Com o posicionamento, Manuela se soma às vozes que têm criticado o avanço de movimentos ultranacionalistas e xenófobos na Europa e em outras partes do mundo, reforçando a necessidade de articulação global em defesa dos direitos humanos e da diversidade.
