O ex-padre Pedro Leandro Ricardo, de 56 anos, foi preso na quarta-feira (3) em Santa Bárbara D’Oeste, a 140 km de São Paulo, após mandado de prisão expedido em 27 de agosto. Ele foi condenado em 2022 por abuso sexual e terá que cumprir 10 anos e seis meses em regime fechado, sem possibilidade de novos recursos.
O advogado de defesa, Paulo Henrique de Moraes Sarmento, informou que vai solicitar a revisão criminal da sentença, visando anular a condenação. Segundo ele, Pedro se apresentou voluntariamente à polícia e colaborou com o cumprimento da ordem judicial. “Iremos interpor nos próximos dias um pedido de revisão criminal com esperança de conseguir alterar a situação de sua prisão”, disse em nota.
Três adolescentes e uma criança foram vítimas do ex-religioso na paróquia de Araras/Foto: Reprodução
O caso foi levado ao Ministério Público em 2019. A condenação se refere a abusos cometidos entre 2002 e 2006 contra três adolescentes e uma criança que atuavam como coroinhas na Paróquia São Francisco de Assis, em Araras. O juiz Rafael Pavan de Moraes Filgueira destacou que o ex-padre se aproveitava de sua posição e escolhia vítimas com famílias desestruturadas, confiando que não seria questionado.
Inicialmente, a pena era de 21 anos, mas foi reduzida em março de 2024, quando parte das acusações foi considerada prescrita ou desclassificada para crimes menores, restando apenas a condenação por abuso sexual. Durante todo o processo, Pedro negou as acusações, atribuindo-as a conflitos internos na paróquia.
Em março de 2022, antes da condenação, o Vaticano demitiu Pedro do estado clerical, tornando-o juridicamente um cidadão comum, após processo canônico que o considerou responsável por infrações graves. Ele já havia sido afastado das funções de pároco da Basílica Santo Antônio de Pádua em Americana desde 2019.
