Falta de manutenção em pontes e ramais deixa crianças isoladas e sem acesso à escola em Sena

Estruturas cederam com a primeira chuva e deixaram o transporte escolar impossibilitado de passar

Moradores do Ramal Santo Inês, no município de Sena Madureira, estão enfrentando sérios problemas de acesso e denunciam que crianças e adolescentes estão há mais de uma semana sem ir à escola. O depoimento de uma residente local, enviado à nossa equipe, revela a situação crítica na região, onde a falta de manutenção das pontes e aterros tem impedido a passagem do transporte escolar.

Segundo a moradora, o problema começou quando máquinas da prefeitura, responsáveis pela abertura do ramal, apenas jogaram barro sobre os igarapés, comprometendo as estruturas existentes e causando o desmoronamento das pontes com a primeira chuva. “As pontes não prestavam mais, né? […] Na primeira chuva que deu, os aterros arrombou e por cima das pontes não dá como passar,” relata.

Estruturas cederam com a primeira chuva e deixaram o transporte escolar impossibilitado de passar/Foto: Cedida

O depoimento descreve a frustração dos moradores que, após entrar em contato com a Secretaria de Obras, foram informados de que a máquina retornaria para consertar as pontes. “Na segunda-feira a gente foi lá falar com a secretária de obra, falamos com ela, ela disse, ‘não, a gente vai arrumar para dar acesso’. Mas eles pegaram e mandaram a máquina só para arrumar a primeira ponte, na boca do ramal,” conta a moradora. Para a surpresa da comunidade, a máquina foi embora em seguida, deixando o restante do ramal inacessível.

A residente faz um apelo por ajuda pois muitas crianças pequenas, de 6 e 7 anos, estão sem poder frequentar as aulas/Foto: Cedida

A situação tem impactado diretamente a educação das crianças que, por não haver mais escolas no ramal, dependem do transporte para estudar no “16”. “Estamos com uma semana e meia sem estudar por causa desses igarapés”, desabafa a moradora, destacando que o direito à educação das crianças está sendo violado. Além dos alunos que estão completamente ilhados, há aqueles que precisam percorrer longos trechos a pé para tentar encontrar o carro do transporte escolar.

A residente faz um apelo por ajuda, ressaltando que o problema afeta inúmeras famílias e que muitas crianças pequenas, de 6 e 7 anos, estão sem poder frequentar as aulas. A comunidade espera uma ação rápida das autoridades para solucionar a situação e garantir que o acesso e a educação das crianças sejam restabelecidos.

PUBLICIDADE