Giovanna Lancellotti nĂŁo esconde o impacto de gravar uma das sequĂȘncias mais delicadas de âDona de Mimâ. A atriz, que dĂĄ vida Ă Kami, revela que ficou profundamente abalada com o enredo que mostra sua personagem sendo vĂtima de um ataque de um stalker.
âInfelizmente a violĂȘncia que a Kami sofre Ă© uma realidade para muitas mulheres fora da ficção. SĂŁo cenas muito importantes, porque elas retratam essa realidade e, de alguma forma, servem como denĂșncia. Fiquei muito mexida quando li os capĂtulos, e busquei me munir de muita informação, de muito estudo e permiti emprestar toda a minha sensibilidade para essas sequĂȘncias. SĂŁo cenas intensas, que exigiram muita concentração e entrega. Minha e de toda a equipe que estava no setâ, conta a atriz.
Na histĂłria, Kami sofre o abuso logo apĂłs ser demitida da Boaz. O episĂłdio a deixa em estado de choque, mas, com apoio de amigos como Leo (Clara Moneke) e Marlon (Humberto Morais), ela encontra forças para registrar a denĂșncia.
A autora Rosane Svartman destaca a importĂąncia de tratar o tema com responsabilidade. âA violĂȘncia contra a mulher acontece na nossa sociedade, infelizmente. Ă um assunto recorrente no noticiĂĄrio, o que reforça a relevĂąncia. Podemos propor reflexĂŁo, informar diferentes geraçÔes e mostrar que existem caminhos de denĂșncia e acolhimentoâ, explica.
Por se tratar de um tema sensĂvel, a Globo vai exibir, ao final do capĂtulo, uma cartela com os canais oficiais de denĂșncia contra a violĂȘncia domĂ©stica. A estratĂ©gia reforça o compromisso da novela de transformar a ficção em reflexĂŁo social.
Mais do que uma virada na trama, essa fase de âDona de Mimâ traz para o horĂĄrio um debate urgente. E a entrega de Giovanna Lancellotti, que admite o peso emocional de encarar o tema, ajuda a dar Ă novela a força que vai alĂ©m da ficção: a de provocar reflexĂŁo.

