
Warner Bros. Pictures/Reprodução
Entre tantas parcerias de Giorgio Armani com o cinema, uma das mais emblemáticas foi com o universo do Batman de Christopher Nolan. Fora da armadura, o bilionário Bruce Wayne — vivido por Christian Bale — vestia ternos concebidos exclusivamente por Armani, pensados para traduzir poder silencioso e sofisticação discreta, marcas do estilista italiano.



As peças foram produzidas no padrão made to measure, com cortes limpos, ombros suavizados e tecidos nobres (lã fria e blends de alto caimento) em tons de antracito, azul-marinho e grafite. A ideia era projetar um perfil corporativo e impenetrável para Wayne, em contraste com a fisicalidade da armadura do Batman. Em diversos itens, constava a etiqueta especial “Giorgio Armani for Bruce Wayne”, tornando o designer quase um “personagem” dentro da narrativa.
A construção visual do playboy filantropo foi assinada pela figurinista Lindy Hemming, com Armani responsável pelos trajes civis de alto padrão: ternos de dois e três peças, camisas de algodão egípcio com colarinho estruturado, gravatas estreitas e sapatos clássicos. O resultado ajudou a cristalizar um arquétipo de elegância contemporânea no cinema de ação.
Armani e a sétima arte
A relação de Armani com Hollywood remonta a “American Gigolo” (1980), quando os figurinos de Richard Gere levaram a estética minimalista do estilista a um público global. Desde então, suas criações apareceram em inúmeras produções e em tapetes vermelhos, reforçando a imagem do “casual chique” como código visual de personagens poderosos.
Com a notícia de sua morte aos 91 anos, a passagem de Giorgio Armani pelo universo do Cavaleiro das Trevas permanece como exemplo de como o figurino pode narrar caráter: sem alarde, com precisão de corte — e uma assinatura que diz tudo.
📌 Fonte: Metrópoles
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