Haddad reage Ă  polĂȘmica com apelido “Taxad”: “Danço conforme a mĂșsica”

Por MetrĂłpoles 27/09/2025 Ă s 13:02

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que piadas e memes “fazem parte do jogo” na polĂ­tica. A fala acontece na esteira de um bate-boca na cĂąmara dos deputados apĂłs o ministro ser chamado de “Taxad” durante audiĂȘncia na Ășltima quarta-feira (24/9).

Em participação no Podcast TrĂȘs IrmĂŁos neste sĂĄbado (27/9), Haddad foi questionado sobre como lida com apelidos e provocaçÔes. Em resposta, ele afirmou que conhece os ambientes de debate e que trata as pessoas com o mesmo respeito que recebe.

“Os caras fazem graça, eu tambĂ©m faço [
] O cara me tira para dançar, eu danço conforme a mĂșsica que estĂĄ tocando. O deputado estava me criticando porque eu taxei casas de aposta, bancos. Coisas tĂŁo fora da casinha. Acho que nĂŁo faltei com educação”, disse o ministro em referĂȘncia ao ocorrido.

Haddad ainda afirmou que muitos congressistas participam de audiĂȘncias apenas para criar cortes para redes sociais, mas avaliou que a sociedade estĂĄ aprendendo a lidar com os desafios do mundo digital. “Sou muito analĂłgico, gosto de ler livros, nĂŁo dava importĂąncia para redes sociais. Hoje eu entro para entender o que estĂĄ acontecendo, tenho que sacar o que as pessoas estĂŁo pensando.

Apelido e bate-boca

Fernando Haddad foi atacado enquanto participava de audiĂȘncia pĂșblica na ComissĂŁo de Agricultura na CĂąmara dos Deputados para prestar esclarecimentos sobre o plano safra e as medidas de socorro ao Rio Grande do Sul.

Na ocasiĂŁo, o deputado federal Delegado Caveira (PL-PA) afirmou que o ministro tem sido chamado de “taxad” em decorrĂȘncia do aumento de impostos promovidos no governo Lula. AlĂ©m disso, ele chamou o presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva (PT) de “descondenado”. Ao ser interrompido por seus pares, o deputado pediu que “calassem a boca”.

Veja o vĂ­deo:

Em resposta, Haddad afirmou que o apelido pode ser usado à vontade para falar sobre taxação de bets, super ricos e bancos. O ministro ainda disse que a maior amplitude de carga tributária foi feita no governo de Jair Bolsonaro, quando não houve revisão no Imposto de Renda (IR).  “Para isentar quem o Bolsonaro cobrou, isso o senhor pode usar o apelido à vontade”, respondeu.

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Haddad também disse que o deputado apoiou um governo que fez com que o Brasil voltasse ao mapa da fome e que permitiu mais de 700 mil mortes na pandemia de Covid-19, além de afirmar que o Delegado Caveira é culpado por omissão.

Na mesma comissĂŁo, a deputada federal Julia Zanatta (PL-SC) afirmou que o ministro sĂł pensa em aumentar impostos e que ele nĂŁo deve ter tempo de conversar com a prĂłpria esposa, ao que Haddad pediu que o seu casamento nĂŁo fosse envolvido no debate.

Lula candidato em 2026

TambĂ©m durante participação no podcast, Haddad afirmou que o presidente Lula concorrerĂĄ Ă  reeleição em 2026. “Ele Ă© candidato a presidente, sim.”

Haddad tambĂ©m foi questionado sobre a possibilidade de ele prĂłprio voltar a disputar a presidĂȘncia em 2030, apĂłs ter sido derrotado por Jair Bolsonaro (PL) em 2018. O ministro respondeu que, atĂ© lĂĄ, “muita coisa pode acontecer”.

“Candidatura Ă  presidĂȘncia nĂŁo pode ser um projeto de uma Ășnica pessoa. ‘Eu vou ser’. NĂŁo faz sentido isso”, disse. Sobre a derrota para Bolsonaro, Haddad afirmou que nĂŁo esperava ser candidato em 2018 e que, depois da inelegibilidade de Lula, outras pessoas estavam mais bem posicionadas. “Mas nĂŁo entrei na disputa para fazer figuração, entrei para ganhar.”

O ministro afirmou que a vitĂłria em uma eleição depende de diversos fatores e oportunidades Ășnicas. “VocĂȘ faz planos para ser prefeito, para ser ministro. Mas para ser presidente, quase que o destino precisa te catapultar para essa posição.”

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