Justiça do Acre inicia julgamento de policial penal acusado de matar jovem na Expoacre

Defesa sustenta legítima defesa e destaca trajetória profissional do réu

Por Geovany Calegário, ContilNet 17/09/2025 Atualizado: há 7 meses

O julgamento do policial penal Raimundo Nonato Veloso da Silva Neto, acusado de matar o jovem Wesley Santos da Silva, teve início nesta quarta-feira (17) no Tribunal de Justiça do Acre e seguirá até quinta-feira (18). O caso está relacionado ao crime ocorrido na madrugada de 7 de agosto de 2023, durante a última noite da ExpoAcre.

De acordo com a denúncia, Wesley foi baleado e chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. O agente de segurança pública, preso em flagrante, responde por homicídio, tentativa de assassinato e importunação sexual. Esses dois últimos crimes estão ligados à jovem Rita Cássia da Silva Lopes, namorada da vítima, que também será ouvida como testemunha.

Justiça do Acre inicia julgamento de policial penal acusado de matar jovem na Expoacre

Defesa sustenta legítima defesa e destaca trajetória profissional do réu/Foto: Reprodução

Ao todo, 23 testemunhas de acusação e defesa devem prestar depoimento durante os dois dias de julgamento. A família de Wesley tem acompanhado de perto o processo e, nas redes sociais, divulgou materiais pedindo por justiça. “Queremos justiça por Wesley Santos, que foi assassinado na noite da ExpoAcre por um agente. Sonhos foram interrompidos e a família eternamente destruída”, destaca um dos cartazes.

A defesa do réu, representada pelo advogado Wellington Silva, afirmou em entrevista à TV5 que vai sustentar a tese de legítima defesa. “Essa sempre foi a palavra da defesa, a voz do acusado. Isso nunca mudou, desde o inquérito até a instrução e agora no plenário. A verdade é uma só e se sustenta em provas concretas, não em meras alegações”, declarou.

O advogado acrescentou ainda que a expectativa é alta e ressaltou a trajetória profissional de Raimundo Veloso. “Nós estamos falando de um policial penal honrado, que já foi diretor de várias unidades prisionais no Acre, com conduta respeitosa e reputação íntegra. Submeter uma pessoa com essa trajetória a julgamento exige examinar não apenas as provas, mas também sua história. E quando isso é feito, a justiça é alcançada”, concluiu.

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