Os métodos anticoncepcionais são um adianto na vida de mulheres que não querem ter preocupação com a possibilidade de engravidar. Mas quando utilizado em pílula, pode ser um prejudicial para o desejo sexual das pacientes. O portal LeoDias entrevistou uma especialista para entender: afinal, anticoncepcional reduz a libido feminina?
Segunda Polyana Mattedi Carvalho, coordenadora da Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Mater Dei Goiânia, a pílula anticoncepcional funciona bloqueando a ovulação e, com isso, reduz a produção de alguns hormônios, inclusive da testosterona, que também está ligada ao desejo sexual. Além disso, ela aumenta uma proteína no sangue que “segura” a testosterona e diminui a quantidade que fica livre para agir no corpo.
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Por isso, em algumas mulheres pode sim acontecer uma redução da libido. “Apesar disso, é importante lembrar que a libido é multifatorial: não depende só dos hormônios. Fatores como estresse, qualidade do sono, relacionamento, saúde emocional e até o uso de outros medicamentos também influenciam muito”, destacou a especialista.
A médica ressaltou que cada organismo reage de uma forma: “Caso esse efeito seja um incomodo, é fundamental conversar com o ginecologista para avaliar alternativas e encontrar a melhor solução”, disse a profissional de saúde.
A doutora Polyana Mattedi Carvalho ainda pontuou que existem alternativas contraceptivas indicadas quando a paciente apresenta perda de libido. “Podemos trocar a formulação da pílula, modificando o tipo ou a dose de hormônio, quando a mulher deseja manter o uso da apresentação oral, optar por métodos não hormonais, como o DIU de cobre, que não interfere na produção ou circulação de hormônios e considerar métodos hormonais de ação predominantemente local, como o DIU hormonal, que libera apenas progesterona em baixas doses diretamente no útero, com mínima repercussão sistêmica.”
“É fundamental reforçar que cada mulher é única. A escolha do método deve sempre ser feita de forma individualizada, levando em conta história clínica, fatores de risco, preferências pessoais e contraindicações, em conformidade com os critérios de elegibilidade da OMS”, concluiu a ginecologista.
