O presidente da França, Emmanuel Macron, e sua esposa, Brigitte, vão apresentar evidências fotográficas e laudos científicos à Justiça dos Estados Unidos para rebater alegações de que a primeira-dama teria “nascido homem”. A documentação integra a ação por difamação movida pelo casal contra a influenciadora conservadora Candace Owens.
Em entrevista ao podcast da BBC Fame Under Fire, o advogado do casal, Tom Clare, afirmou que Brigitte considerou as acusações “profundamente perturbadoras” e está disposta a se submeter ao desconforto de exibir provas pessoais “para esclarecer os fatos”. Segundo ele, a defesa apresentará “testemunhos de especialistas” e evidências “genéricas e específicas” — incluindo fotos de gravidez e da criação dos filhos — dentro das regras do tribunal.

Jean Catuffe/Getty Images
O que está em jogo no processo
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Padrão jurídico: como figuras públicas, os Macron precisam demonstrar “malícia real” — ou seja, que Owens publicou informação sabidamente falsa ou com desprezo temerário pela verdade.
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Tese da acusada: os advogados de Owens pediram a rejeição do caso em Delaware, alegando falta de conexão com suas atividades empresariais no estado e ônus excessivo para a defesa.
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Contexto: Owens, ex–Daily Wire e ex–Turning Point, tem histórico de promover teorias conspiratórias. Em 2024, disse que “apostaria toda a reputação” na alegação contra Brigitte. Em 2025, os Macron ingressaram com a ação nos EUA após a influenciadora lançar a série de vídeos “Becoming Brigitte”.
Antecedentes na França
A origem do boato remete a vídeos publicados em 2021 pelas francesas Amandine Roy e Natacha Rey. Em 2024, o casal Macron venceu uma ação por difamação contra as duas na França, mas a decisão foi anulada em 2025 em apelação, com base em liberdade de expressão (e não por reconhecer veracidade). Os Macron recorrem.
Próximos passos
O tribunal americano decidirá sobre o pedido de rejeição e, se o caso seguir, avaliará a admissibilidade das provas pessoais e periciais prometidas pela defesa — movimento que o advogado reconhece ser invasivo, mas necessário para encerrar a controvérsia.
Fonte: Entrevista de Tom Clare ao podcast BBC Fame Under Fire; petições e comunicações das partes mencionadas no caso.
Redigido por ContilNet.
