Uma mãe registrou denúncia na Delegacia da Mulher e da Proteção da Criança e do Adolescente, em Cruzeiro do Sul, após alegar que a filha teria sido agredida por um monitor na Escola Cívico-Militar Madre Adelgundes Becker, na manhã desta sexta-feira (26).
Em vídeo gravado na delegacia, a mãe relatou que a adolescente ficou com hematomas nos braços depois que o monitor tentou tomar o celular da estudante, que, segundo ela, estava autorizado pela direção da escola para uso em sala de aula. A responsável afirmou ainda que o funcionário teria ofendido verbalmente a aluna durante o episódio.
“Isso é inadmissível. Ela levou o celular porque foi autorizado. O monitor não apenas tentou tomar o aparelho, como chamou minha filha de mentirosa e vagabunda. Eu estava no trabalho quando a diretora me ligou e acompanhou toda a situação”, declarou a mãe.
Procurada, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), por meio da Representação em Cruzeiro do Sul, informou em nota que a direção da escola acompanhou o caso desde o início, comunicou os responsáveis e registrou relatório oficial encaminhado ao Conselho Tutelar, Delegacia da Criança e do Adolescente e à própria SEE, para apuração pelas autoridades competentes.
Ainda segundo a secretaria, além da aluna e colegas próximas, outros quatro estudantes que presenciaram a situação foram ouvidos e negaram ter havido agressão física ou ofensa verbal por parte do monitor. Esses depoimentos também foram incluídos no relatório.
A SEE destacou que as escolas são permanentemente orientadas a seguir a legislação, incluindo a Lei Federal nº 15.100/2025, que proíbe o uso de celulares em sala de aula, exceto quando autorizado para fins pedagógicos, o que teria ocorrido neste caso.
Por fim, a secretaria reafirmou compromisso com a proteção dos direitos das crianças e adolescentes e disse que as investigações seguirão para esclarecer os fatos e adotar as medidas necessárias.
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