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Magnitsky: veja os alvos da lei que impõe sanções a Moraes e esposa

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Magnitsky: veja os alvos da lei que impõe sanções a Moraes e esposa

O governo de Donald Trump aplicou, nesta segunda-feira (22/9), a Lei Magnitsky contra a esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes. As medidas foram publicadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, responsável por administrar e aplicar programas de sanções, e também no site do Departamento do Tesouro dos EUA.

Desde a criação, em 2012, ainda no governo de Barack Obama, a Lei Magnitsky puniu 740 pessoas. A legislação norte-americana tem como objetivo punir autoridades internacionais acusadas de violação aos direitos humanos.

Entenda a lei Magnitsky

Na prática, as sanções da Lei Magnitsky afetam os alvos, principalmente por meios econômicos, como o congelamento de bens e contas bancárias em solo ou instituições norte-americanas.

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A Lei Magnitsky foi usada pela primeira vez em 2017, durante o governo Trump, quando três figuras da América Latina — Roberto José Rivas Reyes, da Nicarágua, Julio Antonio Juárez Ramírez, da Guatemala, e Ángela Rondón Rijo, da República Dominicana — foram punidas por corrupção e violações de direitos humanos.

Em julho de 2020, o governo norte-americano anunciou sanções ao departamento de polícia da região de Xinjiang, na China, e quatro oficiais do governo chinês por abusos aos direitos humanos contra minorias étnicas locais.

Em 2023, quando foi divulgado o último relatório publicado pelo governo americano sobre as sanções aplicadas no marco da Lei Magnitsky, nove pessoas de países diferentes — na maioria, ditaduras ou regimes considerados híbridos — foram sancionadas. Naquele ano, indivíduos do Afeganistão, Bulgária, Guatemala, Haiti, Libéria, Paraguai, China, Rússia e Uganda sofreram a aplicação da lei.

Já entre os sancionados desde a ampliação da lei estão o ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes e o ex-vice-presidente do país Hugo Adalberto Velazquez Moreno. Ambos sofreram a medida por supostos casos de corrupção.

Só no ano passado, 70 indivíduos foram incluídos na lista, segundo o relatório mais recente do governo norte-americano sobre o assunto, publicado em março.

Desde de 20 de julho, Alexandre de Moraes é alvo da legislação norte-americana.

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