Um levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio-AC), em parceria com o Instituto DataControl, divulgado no dia (27) de agosto, avaliou a situação do mercado de trabalho entre a população economicamente ativa de Rio Branco. O estudo ouviu 203 pessoas e detalhou aspectos sobre emprego, nível salarial, escolaridade, deslocamento e perfil socioeconômico.

A maioria dos acreanos recebem até R$1.518/Foto: Marcello Casal
Do total de participantes, 52,9% são mulheres e 47,1% homens. A maior parte (59,5%) está na faixa etária de 16 a 44 anos, sendo 16,2% entre 16 e 24 anos; 24,3% entre 25 e 34 anos; e 19% entre 35 e 44 anos. Outros 22,4% têm entre 44 e 59 anos, e 18,1% possuem 60 anos ou mais.
Em relação à escolaridade, 60,5% concluíram alguma etapa de ensino: 9% finalizaram o ensino fundamental, 38,6% o ensino médio, 11% o ensino superior e 1,9% a pós-graduação. Já 39,5% ainda não concluíram seus estudos, 17,1% cursam o fundamental, 12,9% o ensino médio e 9,5% o superior.
O levantamento apontou que 72,4% da população têm renda média mensal de até R$1.518. Outros 27,6% recebem entre R$1.519 e R$7.590, sendo 21,9% na faixa de R$1.519 a R$3.036; 4,8% entre R$3.037 e R$7.590; e 1% acima de R$7.591.
Sobre vínculos de trabalho, 54,8% possuem contrato formal ou informal, 26,2% estão desempregados, 7,6% trabalham informalmente (“bicos”) e 11,4% são aposentados. Entre os que têm contrato, 63,9% têm carteira assinada e 36,1% não.
Entre os desempregados, 45% não procuram emprego, 15% buscam há menos de um ano, 5,8% há mais de um ano e 20% realizam atividades informais. Questionados sobre o tempo de procura, 33,3% não souberam responder, 37,3% disseram buscar há menos de um ano, 23,3% há mais de dois anos e 5,8% há menos de dois anos.
Nos últimos 12 meses, 12,4% da população mudou de emprego, 71% permanecem no mesmo vínculo e 16,7% estão desempregados há mais de um ano.
A distância entre casa e trabalho é considerada grande para 27,5% da população e pequena para 17,5%. Outros 11,6% classificaram como razoável, 9% trabalham em locais variados (“bicos”) e 34,6% não possuem emprego.
Sobre transporte, 31,4% utilizam ônibus ou outros coletivos, 16% usam moto, 8,5% carro próprio e 4,3% bicicleta. A parcela sem trabalho (34,6%) não respondeu.
Do total, 45,5% não informaram setor de atuação. Entre os que responderam, 17,8% trabalham no comércio, 16,8% na prestação formal de serviços, 15,7% no setor público e 4,2% em atividades agrícolas ou industriais.
Quanto à renda, 44,3% afirmaram que o valor recebido é insuficiente para suprir as necessidades familiares. Outros 29% disseram estar satisfeitos, 18,6% afirmaram que às vezes a renda é suficiente, 6,7% não possuem renda e 1,4% não responderam.
A pesquisa mostra que em 26,2% das residências vivem, em média, três pessoas; em 22,9%, até duas pessoas; e em 22,4%, quatro moradores. Há ainda 14,3% com apenas um residente, 10% com cinco pessoas e 4,3% com mais de cinco.
Em relação às despesas, 49,5% das casas são sustentadas por apenas uma pessoa. Em 35,2% delas, duas pessoas dividem os custos; em 11%, três contribuem; em 2,4%, quatro; e em 1,9%, cinco moradores dividem os gastos fixos.
