Moraes pede explicaçÔes sobre escolta que levou Bolsonaro ao hospital

Por AgĂȘncia Brasil 15/09/2025


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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (15) que a PolĂ­cia Penal do Distrito Federal envie explicaçÔes sobre o motivo de nĂŁo ter sido realizado o “transporte imediato” do ex-presidente Jair Bolsonaro para casa, onde ele cumpre prisĂŁo domiciliar, logo apĂłs realização de procedimento mĂ©dico e exames em um hospital de BrasĂ­lia.Moraes pede explicaçÔes sobre escolta que levou Bolsonaro ao hospitalMoraes pede explicaçÔes sobre escolta que levou Bolsonaro ao hospital

De acordo com a decisão, a Polícia Penal terå prazo de 24 horas para dar explicaçÔes. 

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“Oficie-se Ă  PolĂ­cia Penal do Distrito Federal para que, no prazo de 24 horas, envie aos autos relatĂłrio circunstanciado sobre a escolta realizada, com informaçÔes do carro que transportou o custodiado, agentes que o acompanharam no quarto e o motivo de nĂŁo ter sido realizado o transporte imediato logo apĂłs a liberação mĂ©dica”, decidiu.

Ontem (14), o ex-presidente, que estå em prisão domiciliar, foi escoltado para realização de procedimento médico na pele, no Hospital DF Star, em Brasília. O deslocamento foi autorizado por Moraes, que determinou o retorno imediato da escolta após o atendimento médico. 

O documento não indicou a suspeita de irregularidade que levou Moraes a tomar a decisão. 

Ao deixar o hospital, Bolsonaro permaneceu parado, atrĂĄs de seu mĂ©dico, que concedeu uma entrevista coletiva para explicar a realização do procedimento e atualizar a situação da saĂșde do ex-presidente.

Enquanto aguardava o término da entrevista, Bolsonaro foi ovacionado por apoiadores que o aguardavam na porta do hospital.

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PrisĂŁo domiciliar

No dia 4 de agosto, Moraes decretou a prisão domiciliar do ex-presidente e restringiu a realização de visitas na casa de Bolsonaro, que também é monitorado por tornozeleira eletrÎnica.

As medidas foram decretadas após o ministro entender que Bolsonaro usou redes sociais de seus filhos para burlar a proibição de usar esse tipo de mídia, inclusive por intermédio de terceiros.

As medidas cautelares foram determinadas no inquérito no qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, e o próprio Bolsonaro são investigados por atuarem junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo, entre elas, o cancelamento de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky. 

Na semana passada, por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro e mais sete rĂ©us na ação penal da trama golpista pelos crimes de crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado DemocrĂĄtico de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violĂȘncia e grave ameaça e deterioração de patrimĂŽnio tombado. 

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