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MP exige interdição imediata de presídio feminino no Acre por risco de desabamento

Por Suene Almeida, ContilNet

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) entrou com ação civil pública exigindo a interdição imediata da Unidade Prisional Feminina de Cruzeiro do Sul. A medida, protocolada pela 1ª Promotoria de Justiça Criminal do município, visa proteger a vida das internas, de servidores e de visitantes, diante de falhas estruturais graves no prédio.

Relatórios técnicos indicam que as condições do prédio colocam em perigo tanto a integridade física quanto a dignidade das mulheres/ Foto: Ascom

Vistorias realizadas pelo Núcleo de Apoio Técnico (NAT), pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF/TJAC), além do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Defesa Civil, apontaram risco concreto de colapso da unidade. Relatórios técnicos indicam que as condições do prédio colocam em perigo tanto a integridade física quanto a dignidade das mulheres privadas de liberdade.

Unidade fica em Cruzeiro do Sul/Reprodução

O promotor de Justiça Eduardo Lopes, responsável pela ação, reforça que medidas imediatas são indispensáveis. “A situação exige intervenção urgente para garantir a segurança das internas e de todos que circulam pela unidade”, afirma.

Solicitações do MPAC

Na ação, o MPAC requer que o Estado e o Iapen promovam:

Além disso, o MPAC pede a fixação de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento e a possibilidade de bloqueio de verbas públicas para garantir a execução das medidas.

O órgão já havia emitido recomendação ao Iapen cobrando providências imediatas, mas nenhuma ação concreta foi tomada até o momento, motivando a judicialização do caso.

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