MPF identifica infiltrações, rachaduras e mobiliário sucateado em agência do INSS em Rio Branco

Uma equipe do MPF realizou vistoria no local e confirmou a ausência de manutenção predial

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou investigação para apurar denúncias sobre a precariedade na estrutura e falhas no funcionamento da Agência da Previdência Social de Rio Branco. A apuração começou após uma representação que relatou ausência de contrato de manutenção predial e más condições de atendimento à população.

O MPF esta apurando as irregularidades no prédio/Foto: Reprodução

De acordo com a denúncia, banheiros da unidade apresentam vazamentos e descargas quebradas, inclusive nos destinados a pessoas com deficiência, que estariam sem condições de uso. O documento aponta ainda macas danificadas utilizadas em perícias médicas, mobiliário sucateado e equipamentos administrativos reaproveitados de outros órgãos. Problemas recorrentes na internet e falhas nos sistemas também teriam comprometido o trabalho de servidores e o atendimento ao público.

O procurador da República Lucas Costa Almeida Dias determinou a expedição de ofícios ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Vigilância Sanitária municipal e estadual, Corpo de Bombeiros e Secretaria Municipal de Obras para que informem sobre as medidas em andamento.

Uma equipe do MPF realizou vistoria no local e confirmou a ausência de manutenção predial. Na área externa, foram identificadas fissuras na fachada, danos na pavimentação da calçada e guarda-corpos metálicos corroídos, o que compromete a segurança. No interior, o hall de atendimento apresentava lâmpadas queimadas e ar-condicionado com falhas, incluindo aparelhos quebrados ou congelando.

Nos banheiros, a situação foi considerada crítica: infiltrações, mofo, portas danificadas, vazamentos em sifões e descargas defeituosas. Alguns sanitários interditados continuavam em uso devido à alta demanda, e até unidades acessíveis apresentavam problemas.

No primeiro andar e na copa, foram registrados pilar rachado, guarda-corpo corroído, forros danificados e ausência de revestimento em diversas áreas. A copa tinha persianas quebradas, bomba hidráulica instalada de forma provisória e maçaneta danificada. No arquivo geral, as equipes encontraram armaduras expostas em lajes, umidade nas paredes, instalações elétricas aparentes e acúmulo de mobiliário sem uso, o que representa risco e compromete a organização.

Funcionários confirmaram as dificuldades. A equipe de limpeza, reduzida a dois trabalhadores, relatou que não consegue atender à demanda, resultando em acúmulo de sujeira. Uma funcionária terceirizada disse enfrentar problemas respiratórios agravados pelas condições do prédio. Já o gerente informou falhas constantes na manutenção dos aparelhos de ar-condicionado, mesmo com contratos ativos de reparo.

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