Mulher é presa e polícia faz buscas por suspeitos de matar ex-delegado Ruy Ferraz Fontes

Suspeita teria transportado fuzil do ABC paulista para Praia Grande; força-tarefa cumpre mandados e mira dois foragidos

A força-tarefa que apura o assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, realizou a primeira prisão na madrugada desta quinta-feira (18/9). Dahesly Oliveira Pires, 25 anos, foi detida sob suspeita de ter transportado um dos fuzis usados no ataque. Segundo a investigação, o armamento saiu do ABC paulista e seguiu até Praia Grande (SP), onde o crime ocorreu na noite de segunda-feira (15/9).

Divulgação/Polícia Civil

Além da prisão, a polícia cumpriu oito mandados de busca e apreensão na capital e na região metropolitana. A mãe e o irmão de um investigado prestaram depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). De acordo com o delegado Rogério Thomaz, as oitivas seguem o protocolo do inquérito; conteúdos e identidades não foram divulgados.

O que já se sabe

  • A detida: Dahesly foi levada ao DHPP como investigada; a SSP confirmou a condição de suspeita de envolvimento.

  • Rede de apoio: ela seria amiga de um dos dois suspeitos já identificados e ainda foragidos.

  • Apreensões: celulares e materiais de interesse foram recolhidos nas buscas; o telefone de Ruy está periciado.

  • Linha principal: a execução tem como pano de fundo o histórico de enfrentamento de Ruy ao PCC.

Como foi o atentado

Câmeras de segurança registraram o momento em que o veículo dirigido por Ruy capota após colidir com um ônibus. Em seguida, criminosos descem de outro carro e disparam várias vezes. Outras duas pessoas próximas ao local ficaram feridas. Ruy morreu no local.

Quem foi Ruy Ferraz Fontes

Com 40 anos de carreira, Ruy foi um dos primeiros delegados a mapear e investigar a atuação do PCC no estado, notadamente quando chefiou unidades estratégicas como a Delegacia de Roubo a Bancos do Deic, no início dos anos 2000. O histórico de operações contra o crime organizado o colocou reiteradamente na mira da facção.

Próximos passos da investigação

  • Captação de imagens: equipes analisam circuitos de segurança públicos e privados ao longo das rotas de fuga.

  • Rastreamento de armas: a origem do fuzil transportado e possíveis conexões com outros crimes estão sob verificação balística.

  • Prisão dos foragidos: dois suspeitos seguem procurados; diligências continuam no litoral e na Grande SP.

Fonte: Metrópoles / SSP-SP (DHPP).
Redigido por ContilNet.

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