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Na Câmara, Ulysses defende porte de arma fora do serviço para vigilantes: “Proteger a própria vida”

Por Suene Almeida, ContilNet

O deputado federal Coronel Ulysses (União Brasil) participou, nesta quinta-feira (25), de uma tribuna popular na Câmara Municipal de Rio Branco, a convite do vereador Neném Almeida (MDB). O debate teve como pauta central o projeto apresentado pelo parlamentar municipal que reconhece cursos de vigilantes como pontuação em provas de títulos para concursos públicos na capital.

Na Câmara, Ulysses defende porte de arma fora do serviço para vigilantes: "Proteger a própria vida”

O deputado participou de tribuna popular na Câmara de Rio Branco | Foto: Cedida

Ulysses destacou a relevância da proposta e elogiou a iniciativa. “É muito importante parabenizá-lo pelo reconhecimento que ele está tendo junto a essa categoria e, principalmente, por trazer esse assunto a nível municipal. Nós entendemos a importância da vigilância, do profissional da segurança privada nas escolas, nas creches, nos postos de saúde e em várias áreas”, afirmou.

O deputado, que preside a Frente Parlamentar em Defesa da Segurança Pública e da Segurança Privada na Câmara Federal, reforçou que a atuação dos vigilantes contribui para desafogar o trabalho das forças policiais.

“Isso faz com que a atividade dele possa desonerar a segurança pública. Quando o profissional cuida do patrimônio e da vida nas instituições, a polícia pode atuar em situações mais graves”, explicou.

Além de comentar o projeto em tramitação na Câmara Municipal, Ulysses também citou iniciativas de sua autoria no Congresso Nacional voltadas à categoria. “Nós temos vários projetos assegurando os direitos e prerrogativas dos vigilantes, como a aposentadoria especial, o porte de arma fora de serviço e o reconhecimento da atividade como complementar à segurança pública”, afirmou.

Ele ressaltou, em especial, a necessidade de garantir o porte de arma para vigilantes fora do horário de trabalho. “É incoerente o vigilante ter arma para proteger terceiros e, quando sai do serviço, não poder proteger a própria vida e a da família. Esse projeto é de minha autoria e está em discussão na Câmara”, disse.

Outro ponto levantado foi a ampliação do calibre de armas utilizadas pelos profissionais. “O pessoal do carro-forte, por exemplo, não pode usar armamento pesado. Mas quando os criminosos atacam, chegam com fuzis e até ponto 50. O vigilante muitas vezes só tem um revólver, quando já deveria ter acesso a pistolas e calibres mais adequados para enfrentar o risco”, argumentou.

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